Mostrando postagens com marcador Biossegurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biossegurança. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de abril de 2015

Associação Nacional de Biossegurança (ANBio) na mídia



Biossegurança: ferramenta essencial à vida
e às pesquisas científicas

* Dra. Leila Macedo

A palavra Biossegurança foi introduzida em nosso vocabulário oficialmente a partir da Lei nº 8.974, de 1995, e atualizada em 2005. A chamada Lei de Biossegurança transcende o campo de abrangência jurídico da Lei Brasileira atual, dentro da esfera do conhecimento científico mundial. Os textos e manuais da área apontam para um conceito mais amplo, no qual o risco ou a probabilidade de um determinado dano ocorrer passa a ser o objeto da pesquisa desta nova Ciência. O risco biológico - ao qual estão sujeitos os pesquisadores e profissionais que atuam em laboratórios ou em ambientes onde estão presentes microrganismos - é apenas um dos segmentos de atuação da Biossegurança como disciplina científica.

A primeira edição da Classificação de Agentes Etiológicos (aqueles que causam doenças) com Base no Risco foi realizada em 1974. Nesse período, foi a primeira vez que os critérios e procedimentos necessários foram estabelecidos para amenizar os níveis de risco para os agentes microbianos. Ao editar o primeiro Manual de Biossegurança no mundo, em 1984, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos fez referência pela primeira vez à Biossegurança (Biosafety, em inglês) como um conjunto de procedimentos, práticas e instalações voltadas para controlar o biorrisco, ou seja, o controle do perigo advindo de organismos infecciosos.

Embora reconheçam a Biossegurança como multidisciplinar, as publicações sobre o assunto enfocam o risco biológico como o objeto principal de sua análise no contexto empregado, considerando os demais problemas como adjacentes e/ou coadjuvantes no processo de trabalho no laboratório.

Como princípio da Biossegurança, a contenção e o manejo do risco representam o caminho seguro para a minimização de perigos. É importante ressaltar que este conceito está ligado a probabilidades, pois não há o risco zero em qualquer atividade no campo das Ciências da Vida.

A evolução histórica do conceito de risco e da sua percepção ao longo do tempo representa a evolução da Biossegurança como Ciência. A história da medicina, por exemplo, registrou algumas tentativas de prevenção de risco, que hoje identificamos como a origem desta Ciência. Isso mostra o quanto foi importante conter agentes patógenos, não só para combater doenças que ameaçam a população quanto para impedir que agentes de saúde também contraíssem uma infecção.

Os procedimentos de prevenção destinados à segurança do pesquisador, do objeto pesquisado e das condições ambientais do entorno em que a pesquisa se realiza são elementos fundamentais para a minimização do risco e constituem o campo de ação da Biossegurança como Ciência para proteger nossas vidas, dos animais e meio ambiente.





segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Congresso Brasileiro de Biossegurança


Por Tiberius Drumond

Organizado pela Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), o VII Congresso Brasileiro de Biossegurança reúne, até a próxima sexta-feira, cientistas de todo o mundo na Universidade de Joinville (UNIVILLE), em Santa Catarina. O ciclo de debates discute os riscos ambientais diante dos avanços tecnológicos, a biologia sintética na agricultura, a ética, a divulgação científica, os desafios de manejo e riscos em laboratórios de pesquisa e a regulamentação do setor.

Juntamente ao congresso, acontece a Primeira Conferência Internacional para América Latina e Caribe de Biosseguridade e Biossegurança e a Exposição Internacional de Dispositivos e Equipamentos de Biossegurança.

O encontro científico também tem como proposta preparar o país para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. “Depois do 11 de setembro, as ameaças biológicas têm sido motivo de preocupação em praticamente todo o mundo. E esses eventos vão reunir países que convivem diretamente com ameaças terroristas”, ressalta a Dra. Leila Macedo, presidente da ANBio.

Dra. Leila Macedo, presidente da ANBio

O congresso ainda aborda o desenvolvimento da biologia sintética. Entre os palestrantes convidados, está o Dr. Andrew Hessel, co-fundador da primeira empresa de biotecnologia cooperativa do mundo, a “The Pink Army Cooperative”. A corporação desenvolve sistemas capazes de produzir medicamentos específicos para cada indivíduo. Os trabalhos de Hessel vão revolucionar o futuro da indústria farmacêutica e possibilitarão novas perspectivas para os profissionais do segmento.

Símbolo da Biossegurança

Outro ponto alto é a participação do Dr. Francisco Aragão, pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Aragão vai falar sobre o desenvolvimento do feijão resistente às pragas e aos danos causados pela seca, projeto pioneiro no Brasil. Ele vai abordar também a biossegurança e as vantagens para o pequeno agricultor.

Já com enfoque em biosseguridade, o especialista na construção e gestão de laboratórios de segurança máxima no mundo, Dr. Paul Langevin, vai apresentar as novas regras internacionais para a segurança de laboratórios de pesquisa. “Diferentemente do conceito de Biossegurança, o objetivo da Biosseguridade é minimizar o risco do uso indevido de materiais biológicos existentes nos laboratórios e em pesquisas”, explica Dra. Leila.

Para a presidente da ANBio, o congresso estabelece um importante intercâmbio cultural e científico entre estudantes, profissionais e pesquisadores do Brasil e de países onde pesquisas de ponta em biossegurança e biosseguridade estão em andamento. A programação do encontro ainda inclui palestras, mesas-redondas e minicursos.

Mais informações: www.anbio.org.br.