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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Visite o Teleférico do Alemão


Por Carlos Pinho e Rufino Carmona

Antes marcado pela violência e pelos desmandos do crime organizado, o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, respira novos ares e parece vislumbrar dias cada vez melhores. Em pouco mais de dois anos, quando começaram as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), não se pode negar que as mudanças foram impactantes. E a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), esse ano, trouxe algo que os moradores talvez nunca houvessem experimentado: PAZ.

O grande símbolo dessa transformação é um teleférico que liga a antiga estação de trem do bairro de Bonsucesso, agora totalmente remodelada, ao complexo de morros. O que era considerado área de risco, agora virou ponto turístico!


As obras do teleférico começaram em setembro de 2008. O projeto foi inspirado no sistema de Medelin, na Colômbia. O investimento ficou em R$ 210 milhões, um dos maiores do PAC, ainda na gestão do ex-presidente Lula.


Inaugurado em 7 de julho de 2011, pela presidenta Dilma Rousseff, o Teleférico do Alemão possui seis estações e 152 cabines, cada uma com capacidade para transportar até dez passageiros. A viagem, que começa na estação de Bonsucesso, passa pelos morros do Adeus, da Baiana e do Alemão, chegando ao Itararé e depois ao ponto mais alto, a estação Palmeiras. A duração é de cerca de 16 minutos.

Cada estação tem área de lazer para a criançada e vários painéis pintados por artistas locais. Tem um painel, lá nas Palmeiras, de um garoto com seu pião, que é de encher os olhos.


O cenário, lá do alto, é único, deslumbrante. O dia ensolarado abençoou ainda mais a paisagem, enquanto eu fotografava.   

A visita ao teleférico é gratuita até o fim desse mês. No momento, opera de segunda a sexta-feira, das 15h às 20h. A partir de setembro, vai funcionar todos os dias, das 5h à meia noite. Os moradores da comunidade, que se cadastrarem, terão direito a uma passagem de ida e volta diariamente. 


Cariocas e turistas: vale a pena conhecer a nova jóia rara da Cidade Maravilhosa. O Teleférico do Alemão quer recebê-lo de braços abertos, assim como o Cristo Redentor, que já abraça a todos há tantos anos! 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Visite Gramado

A Hortênsia, símbolo da cidade

Por Tiberius Drumond*


Quem chega na cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, tem a nítida sensação de que aportou em um país europeu, mais precisamente na Alemanha, já que a arquitetura germânica está por toda parte. Além da beleza natural, adornada por hortênsias, símbolo principal da cidade, outro fator que impressiona é a infra-estrutura. As ruas não têm semáforos e, mesmo assim, nada de acidentes nem de engarrafamentos e, muito menos, desrespeito aos pedestres. Quando um pedestre pisa na faixa para atravessar, os carros param. Mas param mesmo, gente! Eu testemunhei. 

Gramado é uma cidade modelo, exemplo para o turismo no Brasil. Atualmente, é o quarto principal destino dos turistas de todo o país e o primeiro do povo do Rio Grande do Sul. Com pouco mais de 31 mil habitantes, o município recebe anualmente 2,5 milhões de visitantes. 



Mas não é só de beleza que vive Gramado. A cidade também é referência na Sétima Arte. Acontece no Palácio dos Festivais anualmente o Festival de Cinema de Gramado. O desse ano começou no último dia 5 de agosto e vai até amanhã. Criado a partir de uma Mostra, em 1969, o evento reúne os principais atores e diretores do país. Essa edição vai exibir sete longas e 16 curtas nacionais, além de seis longas estrangeiros e de mostras de filmes produzidos por cineastas gaúchos. Todos disputando o famoso Kikito, importante reconhecimento em nível nacional e internacional. 

Bem em frente ao Palácio, do outro lado da via principal, fica a bela Rua Coberta, local de grades eventos, e que reúne também restaurantes e bares muito badalados, além das gostosíssimas lojas de chocolate. É um tipo de point para as noites na Serra Gaúcha.

O Lago Negro

Mas o que não falta mesmo em Gramado são pontos turísticos. Para os apaixonados, indico o Lago Negro, ideal para um bom piquenique e para andar nos pedalinhos em forma de cisnes. Vale a pena contornar todo o lago. É um colírio para os olhos. Quem não quiser ir a pé, pode alugar uma bicicleta.

O Lago Negro recebeu esse nome, porque, ao seu redor, foram plantadas árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha. Suas águas são profundas e de um verde escuro carregado, refletindo o alto dos pinheiros, que se alternam com o colorido das azaléias no inverno e o azul das hortênsias no verão.

Vamos para o Zoológico. É bem diferente dos que conhecemos. No lugar das grades e das jaulas, vidros blindados e enormes viveiros de imersão reproduzem, com fidelidade, o habitat das espécies. Por ficar bem no alto, durante o percurso, o visitante pode admirar os vales da Serra Gaúcha. Atualmente, o parque possui 1.500 animais. Existe até a opção de o passeio ser feito à noite para se conhecer melhor as espécies de hábitos noturnos. Demais, não é mesmo? E a infra-estrutura é de altíssimo nível. Coisa de Primeiro Mundo.


O Minimundo

Para os apaixonados por miniaturas, como eu, o Minimundo é um prato cheio. O parque apresenta réplicas, em miniatura, de diversas atrações turísticas mundiais, ambientadas ao ar livre. Destaques para os castelos alemães de Neuschwanstein (entre a Alemanha e a Áustria e que serviu de inspiração para Walt Disney produzir o Castelo da Bela Adormecida)  e de Lichtenstein (conhecido como o "Castelo do Conto de Fadas").

Algumas construções no Minimundo ganham vida através de sonorização e da presença de cerca de 2.500 mini-habitantes. Suas ferrovias, rios e estradas, tudo, é claro, em miniatura, permitem a integração do centro aos bairros e áreas rurais. Eu não queria arredar o pé de lá, mas a patroa me puxou. “Vamos conhecer outros lugares, Tiberius”. E lá fui eu.

Museu de Cera

Um pouco distante do centro, visitamos o único museu de cera da América Latina, o Dreamland. É o primeiro projeto do gênero a apresentar ícones do cinema e da cultura pop de toda a America Latina. Mais de 50 astros do cinema e personalidades distribuídos em cenários temáticos. Quatro bonecos me chamaram a atenção: Shrek, Indiana Jones, Dick Tracy e Lady Di. Perfeitos!

Hollywood Dream Cars

Pertinho dali, duas exposições: uma para carros antigos (Hollywood Dream Cars) e outra para a tão admirada Harley-Davidson (Harley Motor Show - Museu de Motos). Gostando ou não de carros e motos, vale a pena conferir. E quem gosta, sai “babando”.

Uma dica: antes de ir embora, tire fotos nos pórticos da cidade. Vale a pena guardar de recordação!

Gramado é um lugar para se visitar com bastante calma. Infelizmente, não deu tempo de conhecer tudo. Mas espero voltar, em breve, para conferir todas as atrações que deixei para trás.


* Fotos: Tiberius Drumond.