sexta-feira, 8 de julho de 2011

Um poema vascaíno


Hoje, faz um mês em que o Vasco da Gama se sagrou campeão da Copa do Brasil 2011. E em homenagem a essa imensa torcida bem feliz, um poema do vascaíno, Carlos Pinho. Vale a pena dar uma conferida, mesmo que você torça por uma outra agremiação.

Um poema vascaíno

Por Carlos Pinho

Foram oito anos
De um grito travado 
O coração calado
E um longo penar

Cada ano passava passando
como folhas secas 
voando sem vida
ao sabor da brisa, ao deleite do ar

Vi o fundo do poço
Segui pela estrada sem luz
Carregando minha cruz
Fiz minha força no amor e na esperança

Entretanto, não há pranto que cale o meu canto
E apesar dos quebrantos
O sentimento pulsa
e não há de cessar

“Depois da tempestade, sempre vem a bonança”
Diria o cancioneiro popular
Aviso aos navegantes: o Gigante despertou
E o show ainda está a começar. . .

Nomangue na mídia







quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fernando Henrique Cardoso


Por Rufino Carmona

Nesses últimos dias, cresceu em mim uma vontade grande de falar sobre Fernando Henrique Cardoso. Mas, antes de qualquer coisa, preciso informar algo que considero muito importante: eu votei em Lula todas as vezes que o ex-operário concorreu à presidência da República. Desde a derrota para Fernando Collor, em 1989, passando pelas derrotas para o próprio Fernando Henrique, em 1994 e em 1998, até suas duas vitórias, em 2002, diante de José Serra e em 2006, diante de Geraldo Alkmim.

Acho importante deixar isso claro para ninguém dizer que eu sou do PSDB ou que esteja em campanha contra o atual governo do PT – por sinal, votei em Dilma Rousseff.

Posto isso, preciso também comemorar os 80 anos desse homem que lutou pela democracia junto com Lula e com tantos que hoje o rejeitam. Eu rio por dentro, mas com certo grau de revolta, quando o acusam de direitista, quando escarnecem de seus oito anos de presidência, enfim, quando não respeitam o significado que teve e que, ainda tem, o grande sociólogo.

O governo de FHC, querendo ou não os petistas, criou as bases para as grandes conquistas da era Lula. Como acusá-lo de privatista? Sim, ele privatizou muitas empresas. E fez muito bem. Lula também faria. O que é a Vale hoje gente? E as empresas de telefonia? Eu não tinha telefone celular. Vim a ter só em 1998.

Considerá-lo neoliberal é também muito engraçado. Fico pensando quem hoje é o quê. O que é ser de direita ou ser de esquerda? Vivemos numa época em que todos esses rótulos caíram e estamos desesperados tentando nomear coisas que ainda não têm nome, porque nem sabemos direito o que são.

Depois da queda do Muro de Berlim, em 1989, tudo o que parecia ser uma coisa foi deixando de parecer ano após ano. E, ainda hoje, em 2011, nada parece com nada anterior à queda do muro.

E Fernando Henrique governou esse país nesse momento em que todos os modelos haviam perdido o sentido e todas as premissas soavam meio falsas. Mas ele teve que governar assim mesmo. Contrariou muitas teses do seu próprio partido – assim como Lula também fez – ao se aliar com o PFL e a ter que fazer um governo de base larga, com gente que representava até os piores quadros da nossa política, como é feito até hoje.

Ele não teve medo de falar: “Esqueçam o que eu disse no passado”.  Ele sabia muito bem que ninguém sabia de mais nada àquela altura. Então, do quê valeria seguir teorias pré-queda do muro?


Fiquei mais feliz quando vários políticos adversários, dentre eles, a atual presidenta da República, Dilma Rousseff, lhe homenageou pelos 80 anos. E, cá entre nós, a carta que ela escreveu para ele foi bonita demais, reconfortante. É como se esse governo estivesse fazendo as pazes com o passado. Dizendo, claramente, que, sem aquele passado não seria possível construir o presente de agora.

Colégio Santa Mônica na mídia




quarta-feira, 6 de julho de 2011

Aos superendividados


Por Rufino Carmona

Sabe quando você está diante de alguém desesperado e não sabe o quê dizer à essa pessoa? É dessa forma que eu me sinto agora ao iniciar esse texto. Minha intenção é dar algumas dicas para quem está todo enrolado com dívidas em cartões de crédito, cheque especial, consignados ou mesmo com contas atrasadas. Mas ao me transportar, um único instante que seja, para o íntimo desse alguém, é como se eu sentisse também o mesmo desespero.

Mas tem uma explicação: eu já fui um superendividado. Então, eu guardo, no meu inconsciente, essa sensação ainda, apesar de não vivê-la mais hoje. Vou parar por alguns minutos para me estabilizar, porque ninguém ajuda quem quer que seja estando angustiado.

Ok. Parei por cinco minutos, relaxei, pensei um pouco e resolvi dar apenas duas dicas hoje, até porque não adianta fazer uma lista. Quem está nessa condição não agüenta mais ver listas na frente.

A primeira dica pode parecer meio boba. Mas não é. Você já somou tudo o que deve? Por exemplo: se um gênio da lâmpada lhe perguntasse: “Fulano, de quanto você precisa para pagar tudo o que deve?” Você saberia responder ao gênio? Claro que não estou contando com uma hipótese redentora para você pôr fim às dívidas. Mas é de extrema importância saber o total dela.

Vamos lá: para fazer essa conta não considere, por exemplo, as prestações que ainda estão por vencer. Apesar de serem dívidas que você contraiu, elas ainda não estão atrasadas. Você deve, por exemplo, a quantia que está rolando, há meses, no rotativo do cartão de crédito, os meses de atraso da luz, da água, do telefone, aquelas prestações da escola do seu filho que já venceram, enfim, tudo o que já era para ter sido pago e não foi.

Bem, o segundo passo é eleger o que é prioritário para a sua sobrevivência. Apesar de estar superendividado, você precisa comer e ter água e luz em casa. Essas contas precisam ser quitadas ou, pelo menos, o atraso não pode nunca ultrapassar 60 dias. Senão, você já sabe, não é? Ah! A prestação da casa própria também é prioridade. Senão, você perde o imóvel e tudo o que já pagou.

Na semana que vem, vou seguir com você, passo a passo, sabedores já do montante devido e tendo eleito todas as prioridades para você não correr riscos iminentes de saúde nem de perda de bens.

Que você tenha frieza e paciência para administrar esse momento tão difícil. Mas acredite sobretudo que tem saída. E não falo isso da boca para fora. Como já disse, eu falo por experiência própria.

Gecrear na mídia



terça-feira, 5 de julho de 2011

Que as minas inspirem os manos!


Por Carlos Pinho

Perdi um tempo precioso, no último domingo, vendo os nossos rapazes jogando bola. É que, por mais que a nossa seleção já não seja a dos nossos sonhos e não protagonize espetáculos há um bom tempo, a gente acaba sempre esperando que aquele vai ser o dia. Mas um velho amigo me dizia: “quer ver espetáculo, vá ao show da Madonna. Eu quero vencer e ser campeão”.

É óbvio que todos querem que o seu time vença, mas, quando acompanhado de um belo futebol, melhor ainda. Belo futebol que as feras da nossa seleção feminina vêm mostrando em gramados alemães. E, minina, essa seleção tá um arraso! (ops, desculpe-me a exaltação). Para quem só vê a Globo, lembro que elas vão muito bem, obrigado na Copa do Mundo, que está sendo disputada na terra do chucrute. Marta & Cia alcançaram a classificação no último domingo com a vitória sobre a Noruega por 3 a 0 e joga amanhã contra a Guiné Equatorial em ritmo de treino.

Guiné Equatorial que protagonizou uma cena das mais dantescas da história do esporte no último domingo. Enquanto se defendia do ataque australiano, a jogadora africana agarrou a bola dentro da sua área, passeou com a pelota por alguns instantes e nada da juíza marcar pênalti para desespero das lindas atletas do país do canguru. Lindas mesmo! Maravilhosas! Como eu queria ser um canguru! (ops, desculpe-me novamente). 

Voltando às seleções brasileiras, os manos do Mano precisam se inspirar nas minas, a começar pela Marta. Contra a fortíssima Chavezuela, digo, Venezuela, país do baseball e das estatizações inesperadas, foi um martírio. Foi a prova de que nem sempre uma equipe com três atacantes é ofensiva. Rapazes, senão repetirem todas as jogadas das garotas, pelo menos tentem atuar com objetividade e sandálias rasteiras. Salto alto prejudica na hora de correr atrás da bola.   

Umas & Outras na mídia




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fora os brucutus do Dunga


Por Rufino Carmona

Foi uma atuação fraca da seleção brasileira ontem? Sim, foi. Muito fraca, por sinal. Mas não é por isso que Mano Menezes deva mudar radicalmente o seu sistema de jogo. É claro que precisa haver um grande aprimoramento e é claro também que peças-chave, como Ganso e Neymar não renderam nada individualmente. Mas o caminho é esse.


Falo isso porque foi por perder uma Copa do Mundo num esquema em que se privilegiava o bom futebol, em 2006, que veio aquela seleção de brucutus de Dunga. Parreira, em 2006, levou um quadrado mágico que não funcionou, até porque tinha gente já bem gordinha por lá. E os dois laterais, Cafu e Roberto Carlos, já não tinham condições de serem titulares. Mas foi teimoso e caiu diante dos nossos algozes franceses.


No caso de Dunga, ele caiu desde o início, quando disse que estava tudo errado, e refez a seleção. Foi um Brasil sem qualquer vestígio de Brasil. Uma seleção que dava até vergonha de ver jogando. Só não torci contra, porque não consigo. Mas não mereceu ganhar a Copa e não ganhou mesmo. O título ficou em mãos muito mais merecedoras.


Mano veio para ser, talvez, um meio termo entre Parreira e Dunga. Gosto da convocação. Gosto da proposta. Mas evidentemente não gostei do quê vi ontem. Mas daí a julgar todo um trabalho por esse jogo e decretar que uma seleção brasileira com tantos craques não rende bem, como chegaram a dizer, não dá para entender.

Se esses que estão lá na Argentina não forem bem, quero saber que outra seleção os analistas poderiam sugerir em troca desta. Acredito que o Brasil vai ganhar bem tanto do Paraguai quanto do Equador e se classifica, com folga, nesse grupo. 

Raffa's na mídia




sexta-feira, 1 de julho de 2011

Visite o Parque Nacional do Itatiaia


Por Tiberius Drumond

Localizado ao sul do Rio de Janeiro, na divisa com Minas Gerais, o Parque Nacional do Itatiaia foi a primeira área do país oficializada em unidade de conservação. Fundado em 1937, tem por objetivo preservar seu rico patrimônio ambiental.



Além da paisagem exuberante, o parque possui um Centro de Visitantes composto por biblioteca, auditório, orquidário e Museu de Fauna e Flora, além do Núcleo de Educação Ambiental, que desenvolve diversos projetos, como o musical multimídia VerdeSom. O museu dispõe de um grande acervo de espécies de frutos e flores, peças preparadas de animais (répteis, aves e mamíferos) e uma intrigante coleção de insetos e aracnídeos.  



Com um relevo montanhoso e de encostas íngremes, o parque é uma boa pedida para os amantes do trekking (caminhada ecológica) e de escalada. Mas para trilhar haja disposição! O ponto mais alto é o pico das Agulhas Negras, com 2.791 metros. Os outros desafios são a serra do Maromba, com 2607 metros, a serra das Prateleiras, com 2.540, o pico Dois Irmãos, com 2.500 e pedra Cabeça do Leão, com 2.408.


Para mais informações, acesse http://www4.icmbio.gov.br/parna_itatiaia//.

BarraPoint na mídia






quinta-feira, 30 de junho de 2011

Faceta para elevar a auto estima


Por Carlos Dantas*

Um belo sorriso faz toda a diferença nas relações sociais. Em muitos casos, pode abrir portas. Ou, por outro lado, fechá-las. As facetas de porcelana surgiram nos anos 80 como o tratamento mais prático e eficaz para quem almeja os tão cobiçados dentes perfeitos. Elas atuam como uma espécie de “unha postiça” e é colada ao dente original com o objetivo de corrigir imperfeições, restaurando a área afetada. Para isso, retira-se uma fina camada do dente para que o encaixe da prótese fique perfeito.

Para quem procura um método rápido e eficaz, essa técnica é a melhor opção. Só nos Estados Unidos, movimenta, por ano, cerca de US$ 1 bilhão. E o custo desse investimento tem se tornado cada vez mais acessível e os resultados compensam. Diferentemente das facetas de resina, as de porcelana têm maior durabilidade, de, pelo menos, 15 anos.


Em tempos tão competitivos como o nosso, as pessoas buscam todas as formas possíveis para se destacar entre as demais. O ditado já dizia: “beleza não põe mesa”. Será? Ela pode não ser fundamental, como ressaltava o poeta, mas é um bom cartão de visitas e conta pontos nessa selva de pedra chamada mercado de trabalho.


E, cá entre nós, ter dentes bonitos e saudáveis não estão ligados apenas a uma questão de concorrência na sociedade. A sensação de estar bem consigo mesmo, proporcionado pelo cuidado com a saúde bucal é essencial para a auto estima. E não há nada melhor do que ter motivos para sorrir ao se olhar no espelho.

* Especialista em implantodontia e em prótese pela Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas de Bauru


Gecrear na mídia




quarta-feira, 29 de junho de 2011

Poupar é preciso


Por Rufino Carmona

Em quase 20 anos de jornalismo, já entrevistei tantos economistas que até perdi a conta. E o assunto mais recorrente foi finanças pessoais. Tenho uma grande coletânea de informações sobre o tema e vou dividir com você, leitor, todas às quartas-feiras aqui nesse espaço.

Hoje, vou falar sobre poupança. Todo mundo sabe da importância de se criar um “pé de meia”, mas poucos conseguem.

Pois bem, a teoria que vou passar para você agora me foi explicada por vários economistas. Mas a primeira vez que escutei sobre ela foi através de um professor meu lá do ensino médio. Nunca me esqueci. Disse ele para a turma: “Nós temos muitas contas para pagar todos os meses. Que tal criarmos mais uma?”

A turma olhou com espanto para o mestre, que logo explicou: “Não estou falando para comprarmos mais não, gente. Essa conta nova é o dinheiro que devemos colocar na caderneta de poupança assim que recebermos o nosso salário. Eu faço isso há muitos anos. Sempre tenho uma boa reserva em caixa e, o que é melhor, rendendo 6% ao ano além da inflação”.

“Quando eu recebo o meu salário, separo 20%, vou ao banco e deposito na caderneta de poupança. Depois, pago as minhas contas, faço as compras do mês e vejo o que sobra. Com esse restante, passo o mês normalmente sem aperto”.

Esse meu professor era muito sábio. E nem era de matemática. Era de OSPB. Sim, essa matéria fazia parte do currículo escolar na época: Organização Social e Política Brasileira. Ele tocou nesse assunto durante uma discussão sobre política. Nem me lembro por qual motivo.

Tenho certeza que todos nós que estávamos nessa aula nunca esquecemos dessa grande lição. Esse dinheiro que ele guardava e que ainda rendia servia como um colchão no qual podia dormir tranqüilo. Sempre tinha uma reserva para os imprevistos da vida. E é assim que eu tento agir até hoje. Nem sempre é possível ser tão objetivo como o meu professor dizia ser. Mas lembro disso quase que diariamente.

Tem muita gente que gasta dinheiro, às vezes, comprando itens totalmente desnecessários e que acabam, em algum momento, tendo que recorrer a empréstimos bancários, quando podia ter construído esse colchão e não pagar os juros estratosféricos cobrados pelos bancos na concessão de crédito.  

E aí: você já age dessa forma? Se não, acha que pode conseguir?

Na semana que vem, vou dar algumas dicas para os superendividados. Espero que não seja mais preciso apelar para a Santa Edwiges nem para Santo Expedito!

Casa da Empada na mídia





terça-feira, 28 de junho de 2011

Que tal uma sopinha?


Por Rodrigo Shampoo

Com o clima frio, a hora é de tirar o casaco do armário e saborear um prato bem quentinho. Vou sugerir uma sopa. Eu li recentemente sobre uma maravilhosa chamada Leão Veloso. Isso mesmo. Leva mexilhão, lula, polvo, congro rosa e camarão. O preço, se eu não me engano, não passava dos R$ 40.

Pesquisando no nosso onisciente google, encontrei a história dela. Veja que interessante: o diplomata Paulo Leão Veloso, que atuava em diversos países, provou, no Porto de Marselha, na França, uma sopa preparada pelos pescadores locais com peixes nobres, a bouillabaisse. Ao voltar para o Brasil, sugeriu a receita para um restaurante da Rua do Ouvidor que está lá até hoje, são e salvo, o Rio Minho. O diplomata adaptou a receita ao calor tropical e adicionou alguns temperos tupiniquins. Como deu certo e foi um sucesso, o restaurante decidiu batizá-la com o seu próprio nome.

E o melhor, vou contar agora. Consegui também a receita. Anota aí:

SOPA LEÃO VELOSO

Grau de dificuldade: fácil
Tempo de preparo: 25 minutos
Quantidade: individual
Sugestão de harmonização: acompanha vinho branco

INGREDIENTES:

- 400g polvo
- 400g lula
- 100g filé de peixe
- 80g camarão limpo
- 60g mexilhão
- ½ pimentão
- ½ tomate
- ½ cebola
- alho a gosto
- sal a gosto
- 100ml molho de tomate
- 100ml caldo de peixe
- 300ml de água

MODO DE PREPARO

Cozinhe separadamente o filé de peixe, o camarão, o mexilhão, o polvo e a lula. Retire a água utilizada para cozinhá-los e acrescente o pimentão, o tomate, a cebola e o alho. Em seguida, junte tudo no molho de tomate e complete com água e ferva por 10 minutos.

A sopa está pronta para ser degustada. A porção é individual (500 ml por pessoa).

Patrícia Vergara na mídia