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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Japonês tem nova fã



Por Rodrigo Shampoo


Nas minhas aventuras gastronômicas, sempre que posso, levo uma acompanhante especial, a minha namorada. Adepta da carne bem passada, ela detesta tudo que seja cru ou mal passado. Surgiu então um dilema: “gosto tanto de comida japonesa, como convencê-la a experimentar?”.

Bem, comecei devagar. Apresentei o tradicional yakisoba. Legal, ela gostou! Fui para o passo seguinte, um Hot Filadélfia, que leva arroz, cream cheese, salmão e cebolinha envolvidos por uma folha de alga nori empanada com uma crocante camada de massa. Apesar de certa resistência inicial, ela experimentou e pediu bis. Oba!

Daí por diante, resolvi ser mais ousado, partindo do princípio de que o sabor do salmão cru era muito semelhante ao salmão defumado. Tinha certeza que, ao provar das delícias nipônicas, ela iria se tornar fã, assim como eu. Fui em busca então de um restaurante japonês muito bem recomendado por um amigo, o Sushi Ya – Casa do Sushi, na tradução para o português. Ficava lá no NorteShopping.


O ambiente intimista e aconchegante foi um convite, e tanto, para degustar o farto cardápio. As paredes, adornadas em madeira, com lustres rústicos, de material semelhante ao papel, iluminavam à meia luz. Um clima propício para uma romântica comemoração a dois. Alguns elementos como um Buda de madeira, bambus e outros enfeites davam o toque sutil da cultura da Terra do Sol Nascente.

Optamos pelo rodízio. Ainda sem habilidade com os hashis (os famosos pauzinhos que substituem os talheres), ela rasgava de elogios os sushis, os sashimis e outros makimonos, molhando-os levemente no shoyu. Vitória! 


Eu, que já conhecia várias casas japonesas, confesso que provei algumas receitas, até então, inéditas ao meu paladar. Não me decepcionei. Pelo contrário. Era uma melhor do que a outra, quase todas assinadas pelo chef Takeshi, que, antes de voltar para o Japão, ensinou todos os segredos de seus cortes e de suas receitas para os discípulos que permaneceram na casa.

E como minha namorada gostou de tudo (viva!), já estou contando os dias para conhecer a outra filial do Sushi Ya lá no Nova America.

Serviço:

NorteShopping - Av. Dom Helder Câmara, 5080 – Loja 4407 – Del Castilho
Tel.: (21) 2289-5809  
Shopping Nova America - Av. Pastor Matin Luther King Jr., 126 – Loja 115
Tel.: (21) 2218-0794

terça-feira, 28 de junho de 2011

Que tal uma sopinha?


Por Rodrigo Shampoo

Com o clima frio, a hora é de tirar o casaco do armário e saborear um prato bem quentinho. Vou sugerir uma sopa. Eu li recentemente sobre uma maravilhosa chamada Leão Veloso. Isso mesmo. Leva mexilhão, lula, polvo, congro rosa e camarão. O preço, se eu não me engano, não passava dos R$ 40.

Pesquisando no nosso onisciente google, encontrei a história dela. Veja que interessante: o diplomata Paulo Leão Veloso, que atuava em diversos países, provou, no Porto de Marselha, na França, uma sopa preparada pelos pescadores locais com peixes nobres, a bouillabaisse. Ao voltar para o Brasil, sugeriu a receita para um restaurante da Rua do Ouvidor que está lá até hoje, são e salvo, o Rio Minho. O diplomata adaptou a receita ao calor tropical e adicionou alguns temperos tupiniquins. Como deu certo e foi um sucesso, o restaurante decidiu batizá-la com o seu próprio nome.

E o melhor, vou contar agora. Consegui também a receita. Anota aí:

SOPA LEÃO VELOSO

Grau de dificuldade: fácil
Tempo de preparo: 25 minutos
Quantidade: individual
Sugestão de harmonização: acompanha vinho branco

INGREDIENTES:

- 400g polvo
- 400g lula
- 100g filé de peixe
- 80g camarão limpo
- 60g mexilhão
- ½ pimentão
- ½ tomate
- ½ cebola
- alho a gosto
- sal a gosto
- 100ml molho de tomate
- 100ml caldo de peixe
- 300ml de água

MODO DE PREPARO

Cozinhe separadamente o filé de peixe, o camarão, o mexilhão, o polvo e a lula. Retire a água utilizada para cozinhá-los e acrescente o pimentão, o tomate, a cebola e o alho. Em seguida, junte tudo no molho de tomate e complete com água e ferva por 10 minutos.

A sopa está pronta para ser degustada. A porção é individual (500 ml por pessoa).

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A verdadeira história da pizza


Na grande lista de comidas típicas, nos vem logo à cabeça a nossa feijoada brasileira, o hambúrguer americano, o churrasco argentino, os nachos mexicanos, o sushi japonês, as tapas espanholas, o bacalhau português, o chucrute alemão, o escargot francês, o ceviche peruano e a pizza italiana. Epa, pizza italiana!?

Pode parecer estranho, mas o prato símbolo da Velha Bota não nasceu na Itália. Que tal conhecer um pouco mais dessa delícia?

Nas areias que já foram palco da bela rainha Cleópatra e do enigmático rei Tutancâmon, nasceu uma fina massa em formato de disco chamada “piscea”, surgindo daí o nome pizza. De acordo com a história, a iguaria de origem egípcia, tem mais de seis mil anos, e era temperada com ervas locais, com uma textura semelhante ao pão sírio. Isso quer dizer que a pizza é mais antiga que as Pirâmides de Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos.

Milhares de anos se passaram até a massa egípcia chegar ao Velho Continente. Os italianos, por sua vez, a acolheram tão bem que hoje é símbolo do país. Mas foi em Nápoles, no ano de 1889, que recebeu os ingredientes que a tornaram famosa em todo o mundo.

Os reis italianos Umberto I e Margherita foram visitar a ensolarada cidade de Nápoles, na região de Campânia, onde as pizzas já faziam sucesso, mas ainda em um formato anterior ao atual. Foi então que um entusiasta pizzaiolo, chamado Raffaele Espósito, acrescentou sobre a massa, molho de tomate, mozarela, rodelas de tomate e manjericão. Essa história, contada no dia 13 de maio, no blog do restaurante Mr Lenha, marcou o nascimento da pizza no formato que conhecemos até hoje. Vale a pena dar uma olha lá no link do blog, editado pelo jornalista Rodrigo Shampoo: clique aqui!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Crônicas sobre o meu tempo


Por Rodrigo Shampoo

Muitas vezes pedimos para o tempo passar mais rápido, outras vezes caímos em contradição e gostaríamos de ter o poder de pará-lo. Seria fácil! Bastava quebrar o relógio! Mas o tempo lá fora não pararia, e tempo seria perdido, este bem precioso que não queremos abrir mão, nem que seja para não fazer nada e reclamar depois que não temos tempo para nada.

Tique taque dia e noite, noite e dia, neste ritmo frenético minha mãe dizia o que eu tinha que fazer nas primeiras horas do dia: “hora de acordar, hora de ir para a escola”... Já na escola, quem ditava o ritmo era o sinal que estava sempre cinco minutos atrasado do relógio de parede da sala de aula. Mas a hora era sempre mais devagar quando estava perto da hora do recreio. Só que depois do recreio passava rápido e logo era hora de ir embora.

Ah, meu relógio de parede! Marcava sempre 13 horas quando o almoço estava na mesa. O meu relógio nunca errava. Mas logo depois ele dava uma de dedo duro e avisava para a minha mãe que era hora do banho, e, depois do banho, o dever de casa. Sentia raiva do meu relógio redondo pendurado na parede da cozinha, preto e branco com grandes números de um a doze e três ponteiros que não paravam de rodar, às vezes faziam um tique taque insuportável.

Mas o meu relógio se redimia quando falava para minha mãe que eu já podia brincar, e brincando eu esquecia do tempo, até ser chamado para tomar banho e jantar. Como eu odiava o tempo que parecia andar mais rápido enquanto eu brincava do que enquanto eu estudava.

Que relação de amor e ódio é essa que eu tenho com o tempo? Será que todos têm? Por que eu tinha que ir dormir sem sono? Esse tal tempo é poderoso, ele não para nunca, e ainda põe todos ao seu dispor. Menos eu, que enquanto estava sem sono olhava para a janela e o via passar na maior tranquilidade, pensando no novo dia que o sol traria na manhã seguinte.

Hoje eu sou escravo do meu tempo, sempre olho para as paredes à procura de um relógio. Mas ainda guardo o velho hábito da infância de olhar para janela sem sono antes de dormir. Então eu olho para o meu velho relógio de parede e penso “estou livre de você, pelo menos até acordar”.

Neste momento, eu queria ser um gato, que recebe carinho e não se preocupa com o tempo. Mas esse felino come ração: “eca!”. Prefiro ver a hora e olhar para o meu relógio de parede. Já estou atrasado! 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Culto ao pão!


Por Rodrigo Shampoo

O símbolo do alimento é o pão.
Merece comemoração!
São tantos deliciosos para escolher,
Pena que eu só posso comer um de cada vez.
Então vou começar pelo pão francês.
Para o meu deleite
Em seguida vou devorar
O Pão árabe, o pão sovado e o pão de leite.
A dúvida me arrebata:
Qual será o próximo?
Pão de forma, de centeio ou ciabata?
O pão quentinho com manteiga derretida
Leva-me ao delírio,
Vou raspar o farelo do pão careca,
E partir para o pão Sírio.
Vou descansar para o segundo tempo,
Sentar-me no banco
De olho no pão italiano e no pão branco.
Devoro a focaccia e o pão preto
E enquanto o forno aquece,
Decido experimentar um pão de mel antes de comer a baguete.
Não penso em mais nada,
Somente em rechear uma bisnaga.
Já não sinto mais fome
Estou comendo de olho grande.
Mesmo assim, vou devorar o corniccione.
Não vou me sentir mal,
Pois vou comer também um pão integral.
O melhor eu deixo para o final,
Não há nada que mais me anime
Do que uma deliciosa receita de Panini.
E para encerrar a comemoração de hoje
Vou adoçar o paladar com o pão doce.
O Rodrigo Shampoo homenageia nesta poesia
O pão nosso fresquinho de cada dia.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Os dois lados de João Gilberto


Um lado, por Rufino Carmona

Pode ser um defeito. Talvez um grande defeito. Mas eu não consigo ser politicamente correto. Adoro Bossa Nova. Tenho muito orgulho desse ritmo tão brasileiro. Mas, com toda sinceridade, o Pai da Bossa Nova podia ser qualquer pessoa, contanto que não fosse João Gilberto. Ele é ranzinza, chato, inconveniente, uma verdadeira "mala" e daquelas pesadíssimas. Sem alça. Mas fazer o quê? Por curtir tanto esse ritmo, por ter tantas recordações ligadas à Bossa Nova, sou obrigado a prestar minha homenagem aos 80 anos de João Gilberto. Achou uma heresia esse meu comentário? Não liga não! Talvez eu seja tão chato quanto ele.

Convido você então a ler o comentário do meu colega, Rodrigo Shampoo, que certamente tem uma opinião diametralmente oposta à minha e com muito mais conhecimento de causa. Nem sei porque eu escrevi essas pérolas acima. Deve ter sido para encher o seu saco. Leia o Shampoo, por favor!


O outro lado, por Rodrigo Shampoo

A música é como um rio em movimento. As mudanças são constantes. Não são para melhor nem para pior. São apenas adaptações ao tempo e à sociedade. E foi num desses movimentos que nasceu a Bossa Nova. E por se adequar a tantos outros movimentos que surgiram posteriormente, ela foi se reinventando em cada época e permanece viva, até hoje, na alma brasileira. É como se ainda vivêssemos no final dos anos 50.

Tudo começou em um bar no Centro do Rio de Janeiro. Ali, se conheceram Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. Mais tarde, entraria um outro personagem nessa história: Tom Jobim foi apresentado a um baiano “arretado”, que tirava um som singular do seu violão. O dedilhar do jovem nas cordas era leve, rápido e muito talentoso. Nascia assim um jeito diferente de tocar violão, um movimento que unia toda a cadência do samba com o charme do jazz. O tal baiano que se juntou à trupe era nada menos que João Gilberto.

E foi exatamente no ano de 1958 que João Gilberto, Vinícius de Moraes e Tom Jobim deram asas ao movimento musical que marcou toda uma geração. Verdadeiros gênios da música popular brasileira surgiram a partir da nossa bossa: Luiz Bonfá, Carlos Lyra, Nara Leão, Elis Regina, Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal, Edu Lobo, Francis Hime e tantos outros.

Mas tudo começou com o violão de João Gilberto, o Pai da Bossa. E agora que ele comemora 80 anos, só temos a agradecê-lo pela vida dedicada totalmente à música. 

Salve João Gilberto! Salve a Bossa Nova! 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Nos braços do Cristo

Foto: Rodrigo Shampoo


"Cristo Redentor

Braços abertos sobre a Guanabara"

Tom Jobim, em Samba do Avião


Você sabia que muitos cariocas da gema nunca foram ao Cristo Redentor? Pois é. Inaugurado em 12 de outubro de 1931, o monumento levou cerca de cinco anos para ser construído e é um dos principais pontos turísticos do Brasil.

Mas ao contrário do que muitos pensam, não foi um presente da França. A obra foi concebida no Brasil a partir de doações de paróquias e arquidioceses de todo o país. Do país europeu, vieram apenas uma réplica de quatro metros e o modelo das mãos feito pelo escultor Paul Landowski.


Em 2007, por meio de um concurso que contou com mais de 100 milhões de votos - via internet e telefone -, o Cristo Redentor foi eleito uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Então o que você, carioca ou turista, está esperando? Vá lá nesse final de semana. Uma boa opção de acesso é o trem do Corcovado. Até chegar aos braços do Cristo, você vai ser presenteado com as belezas naturais da maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca.

Vai ser tudo de bom!


Endereço: Parque Nacional da Tijuca
Acesso: Estrada de Ferro Corcovado - Rua Cosme Velho, 513
Mais informações: http://www.corcovado.com.br/


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Homenagem à pizza


Por Rodrigo Shampoo

Sinto no ar um aroma!
É o forno à lenha que está na ativa
Causando-me uma revolução olfativa
Que desperta minha fome.
O perfume é inebriante,
Embriagante e extasiante.
Existem várias formas de pôr um fim a estes desejos,
Uma delas é devorar a pizza quatro queijos.
Vou ao restaurante Mr. Lenha
E lá está ela,
A tradicional pizza de mozarela.
Uma mistura mágica e insana
São os ingredientes
Que completam a pizza napolitana.
As rodelas de tomate
Dão à redonda muita beleza,
Somente comparada à pizza de calabresa.
A variedade no cardápio
Só piora a incerteza.
Estou de olho grande na pizza portuguesa.
Vou sortear o sabor,
Pois a dúvida me deixa numa sensação aflita.
Como eu amo a pizza Marguerita!
Para finalizar esta poesia
Eu só tenho uma certeza:
Vou comer uma pizza doce como sobremesa!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

"Cronistas do Futuro" marcaram presença no clássico do Engenhão

Jogadores prestam homenagem às vítimas do atentado em Realengo 
Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Por Rodrigo Shampoo

O que está acontecendo com os clássicos cariocas? O duelo entre Flamengo e Botafogo, vencido pelo time rubro-negro por 2 a 0, foi mais um exemplo de partida sem graça entre os grandes do Rio.

No primeiro tempo, somente uma jogada de perigo para cada lado, além do gol de Thiago Neves para o Flamengo. O Botafogo, apesar de ter mais posse de bola, mostrou extrema ineficiência no meio campo e repetiu incessantemente as bolas alçadas na área procurando El Loco Abreu.

Já no segundo tempo, o marasmo permaneceu, mas com um aumento significativo da violência em campo. Arévalo Rios e David mereciam ter sido expulsos em lance que o árbitro contemporizou. A jogada mais emocionante da segunda etapa, pelo lado alvonegro, ficou por conta de um chute de longe de Marcelo Mattos, que assustou o inseguro goleiro do Fla. E do lado rubro negro, mais um gol de Thiago Neves.

O cronista mirim, André Oliveira Cruz, que participa do projeto "Cronistas do Futuro", fruto de parceria entre a ACERJ e a Casa da Empada, analisou a partida com total imparcialidade. Ele saiu insatisfeito com a atuação do seu time, apesar da vitória. "Nenhuma das duas equipes mereceria a vitória. O jogo deixou muito a desejar. O Flamengo saiu vitorioso apenas por causa do talento individual de um jogador, o Thiago Neves”.

O Estadual desse ano é um verdadeiro desfile de craques: Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Loco Abreu, Fred, Deco, Conca, Diego Souza, Felipe entre outros. Se por um lado está recheado de grandes jogadores, por outro lado o confronto entre os grandes clubes está devendo em emoções.  O que está faltando para os craques deslancharem com excelentes exibições e transformar os duelos em jogos mais emocionantes?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O desfile do Gaúcho

Uma semana antes do Carnaval, Ronaldinho comanda
o baile e Fla conquista sua 19ª Taça Guanabara

Fonte - www.billvaz.files.wordpress.com
 Por Rodrigo Shampoo

A final da Taça Guanabara teve a assinatura de Ronaldinho Gaúcho. Podem falar que ele ainda não jogou nem 10% do que pode, que gosta da noite, que isso ou que aquilo. Mas fato é que, além de fazer um lindo gol numa cobrança de falta, que deu o título ao rubro negro, ele é um ídolo. E um ídolo daqueles que chegam para ganhar o coração dos torcedores. Se não é possível compará-lo ao maior ídolo da história rubro negra, o galinho Zico, até porque foi cria da Gávea, Ronaldinho, com seu jeito cativante e irreverente, vai fazer mais crianças se converterem ao Manto Sagrado do Flamengo nos próximos anos. E isso é o que importa.

Nos últimos anos, o futebol brasileiro vem resgatando grandes ídolos, que antigamente permaneciam até o fim da carreira no futebol estrangeiro. Tudo bem que eles não voltam para cá no auge da forma. Mas ainda jogam muita bola. Quando o Flamengo trouxe Romário, ainda no auge, foi um caso isolado. Nos casos mais recentes, Ronaldo, Fred, Deco, Elano, Robinho, Adriano, Vagner Love, Roberto Carlos, entre outros retornam ao futebol brasileiro, muitos em final de carreira, mas outros para ganhar a visibilidade perdida nos gramados europeus e recuperar o tão disputado espaço na seleção brasileira.

Ontem, no jogo, a criançada que compunha o time de “Cronistas do Futuro”, projeto da Acerj (Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro) com o apoio da Casa da Empada, ía ao delírio quando o craque tocava na bola. A garotada faz parte de uma geração que aprendeu a ver Ronaldinho Gaúcho como um verdadeiro mestre do futebol arte. E o craque mostra, com as bolas nos pés, o porquê de tanta admiração dos pequenos.

Para o cronista do futuro, Fábio Pinho, Ronaldinho Gaúcho foi fundamental no jogo. “O Flamengo atuou com segurança, envolvendo o adversário com a movimentação de seus jogadores, mas foi o craque que fez a diferença na cobrança de falta”.

Já para Leonardo Mansor, outro cronista do futuro, a volta de um grande craque para o futebol brasileiro significa mais status para o nosso campeonato. “O campeonato brasileiro é um dos mais disputados do mundo.

Não me lembro de outra competição com tantos candidatos ao título, nem mesmo numa Copa do Mundo.”

O jogo? Bem, o jogo começou com o Flamengo buscando o ataque, como não poderia deixar de ser. E apesar de o Boavista não ter se intimidado, ao entrar em campo com um time montado ofensivamente, pouco fez para oferecer perigo à defesa rubro negra. O jogo se manteve sem fortes emoções, até que Thiago Neves sofreu uma falta próxima da área do time de Saquarema. A falta era ideal para um canhoto bater, mas eis que a maior estrela do elenco se prontifica para a cobrança.

Resultado: gol do Flamengo aos 27 minutos do segundo tempo. Gol de Ronaldinho Gaúcho. Gol que levou o time da Gávea a sua 19ª conquista da Taça Guanabara. Se o Fla vencer também o 2º turno (Taça Rio) já será campeão Carioca 2011 por antecipação. Se outro time vencer, haverá dois confrontos contra o Rubro Negro para conhecermos o campeão do estado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aventura gastronômica no restaurante Nomangue


Camarão no Coco do restaurante Nomangue - foto de Daniela Conti
 Por Rodrigo Shampoo

Existem meios eficazes de se combater a rotina, o estresse e a infelicidade, mas não sou nenhum especialista para lhe explicar como. Sou apenas um simples amante da aventura diária, que transforma um dia de rotina em um parque de diversões. Enfim, vou falar de um jantar. Sim, um simples jantar numa noite de terça-feira, pois se fosse à tarde seria um almoço.

Foi numa manhã de terça-feira, como outra qualquer, em que tudo aconteceu. Eu acordei e, de repente, tive um estalo, como aquelas ilustrações de uma lâmpada que se acende na cabeça – mas como a minha vida não é um desenho animado, não teve lâmpada nenhuma – e então eu decidi ligar para a minha namorada e convidá-la para jantar no restaurante Nomangue.

Na ida, o relógio já batia 20h, horário perigoso em se tratando de Rio de Janeiro, mas bola pra frente. Chegamos à Barra da Tijuca e nos deparamos com aquele trânsito básico e a barriga implorando por comida, mas estávamos bem perto do nosso destino.

Ao chegarmos, fomos muito bem atendidos e nossa mesa já estava reservada no salão fechado com um aconchegante ar-condicionado, que cai muito bem nesse verão escaldante carioca. Analisamos o cardápio e fomos logo para a entradinha.

Eu pedi o tradicional pastel de camarão – não resisto à massa crocante, um recheio farto e com camarões. Sim, você leu muito bem, eu disse CAMARÕES (mais de um, eram três para ser sincero). Minha namorada pediu uma casquinha de siri gratinada, acompanha de farofa. Roubei um pedacinho, lógico! Tasquei um limãozinho, mergulhei na farofa e degustei. Delícia!

Isso foi só para começar os trabalhos, o melhor ainda estava por vir: o prato principal. Novamente com o cardápio na mão pensei em aproveitar a moqueca, pois sou um admirador, um amante, quase um viciado no prato baiano (que me perdoem os capixabas, mas a moqueca tem que ter leite de coco e azeite de dendê). Já experimentei todas do cardápio do Nomangue: peixe, siri, camarão, frutos do mar e lagostinha. Eu sou daqueles que raspam a panela e lambem os beiços no final. Mas, dessa vez, resolvi arriscar e dividir um prato diferente (ou seria um coco) com minha namorada e ela topou.

Como assessor de imprensa da casa, eu vejo quase que diariamente as fotos desse prato. Depois de babar tantas vezes, veicular matérias na midia e trabalhar com a receita, resolvi finalmente experimentar o exuberante camarão no coco. Quando chegou à mesa, o cheiro era inebriante, uma pausa para contemplar a vítima de meu apetite. O camarão era servido numa das metades do coco verde com catupiry gratinado, por baixo da massa do catupiry, mais do crustáceo, dessa vez ele vinha embebido em um molho com leite de coco, um leve toque de pimenta dedo de moça e manteiga. Na outra banda da fruta, vinha arroz com amêndoas que trazia um tom amarelado em decorrência do seu preparo com manteiga de garrafa. Para acompanhar, uma deliciosa farofa de dendê.

A cada garfada era um gemido, a vontade era de copiar a Ana Maria Braga e passar por debaixo da mesa, mas eu não queria abandonar aquele prato (ou seria coco?), não até que ele chegasse ao fim. Não dei chances à refeição, ela foi devorada e raspada impiedosamente, não perdoei nem o coco. Terminei saciado, pois a fartura é marca registrada do restaurante. Mas ainda cabia a sobremesa, é claro! Empanturrado como um cachorrinho que mama até inchar, eu consegui um pequeno espaço para a sobremesa, mas nada de brownie nem de palha italiana, apelei para o sorvete de chocolate, pois o meu estômago pedia arrego.

Por fim, bateu aquela sonolência que afeta 10 entre 10 brasileiros que comem bem, e eu, um simples mortal, fui atingido de forma certeira. Voltei para casa e dormi feito um anjinho, pois tinha que acordar cedo, na quarta, para uma seção de fotografias no restaurante Skinna, o prato da vez era um linguado ao molho de palmito com purê de batata gratino. Tudo bem, eu deixo você morrer de inveja!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Flamengo x Botafogo na visão de um rubro negro

Foto de Jorge William
Por Rodrigo Shampoo

Assistir a uma partida na tribuna de imprensa, que fica dentro da torcida do Botafogo, tem lá as suas vantagens: é lindo ver os alvinegros chorarem novamente. Sim! Como não poderia deixar de ser, a partida válida pela semifinal da Taça Guanabara, entre Flamengo x Botafogo, foi cheia de emoções, lindas defesas, muita vontade de ambos os lados e... choradeira.

Cheguei ao Engenhão e presenciei uma empolgada torcida alvinegra, que vibrava com o pré-jogo Olaria X Nova Iguaçu, válida pela Taça Washington Rodrigues. A torcida do Flamengo, embaixo do escaldante sol carioca, estava quieta, mas quando a partida começou...

O Flamengo iniciou melhor contra um Botafogo que utilizava um paredão formado por muitos volantes e zagueiros, sem falar da velha tática de chutar a bola para a área adversária e torcer para o Loco Abreu alcançar, assim como em 2010. Mas quem fez um gol de cabeça foi o Flamengo. Na cobrança de escanteio de Thiago Neves, Ronaldo Angelim desviou de leve para balançar as redes, subindo mais do que os 347 zagueiros do Botafogo.

No intervalo, pausa para um lanche da Casa da Empada, que reabasteceu a energia para torcer por dentro, pois eu era um jornalista imparcial na tribuna da imprensa. E lá não posso vibrar, senão levo bronca da moça.

Devoradas as empadas de queijo, de frango e de maçã, a minha favorita, começou a segunda etapa. Logo vi que o panorama sem graça do primeiro tempo havia mudado, pois o Papai Joel tratou de colocar um time mais para frente com o Everton entrando no lugar de Márcio Azevedo. Logo o Glorioso alcançou o empate com Loco Abreu. Que tristeza!

O Flamengo respondeu com a entrada de Negueba, que substituiu um poste, digo, o Deivid. O menino do Flamengo atormentou Alessandro e Arévalos Rios, que ficaram tontos procurando o caniço fino do jogador rubro negro.

A partida ficou bem equilibrada e teve até seus lances perigosos com Loco Abreu e Ronaldinho Gaúcho. Os jogadores suavam sangue e eram capazes até de vender a alma para vencer a partida, dada a rivalidade agravada pelas últimas decisões.

E, por fim, pênaltis. Eis que os jornalistas debatiam: “O Flamengo tem os melhores batedores, mas o Botafogo tem o melhor goleiro”. O fato é que o Botafogo treme, seja quem for que esteja no gol rubro negro. E não deu outra. Eu estava confiante em voltar para casa com a vaga para a final, pois se o Jefferson era bom goleiro, o Felipe não ficava atrás. E se o Botafogo tinha Somália e Renato Cajá, o Flamengo tinha Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho, que nem precisaram ir para as cobranças, já que os craques alvinegros desperdiçaram.

Flamengo venceu nos pênaltis por 3x1 e consagrou Felipe como um novo herói no gol do Mais Querido. Restou para o Glorioso chorar mais uma vez pedindo pênalti e reclamando de um complô mundial para derrubá-lo. Parece choradeira. E é!

Fui para casa feliz, porque vou pegar um time bom na final. Os chorões e o time de terceira vão assistir pela TV. Já ia esquecendo do Vasco. Mas não tem graça chutar cachorro morto.

E à garotada do projeto "Cronistas do Futuro" da Acerj (Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro) em parceria com a Casa da Empada fica o convite para comparecem em peso no domingo que vem. É final e tem muito mais empadas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vídeo de fim de ano da MercadoCom

Neste vídeo fizemos um resumo do que aconteceu nos meses de novembro e dezembro de 2010. Este "diário" será mostrado, na íntegra, em breve.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O verdadeiro curinga gastronômico

Empadão da Casa da Empada - foto de Rodrigo Shampoo
Por Rodrigo Shampoo

Originada dos pastelões portugueses recheados e com forte influência medieval, as empadas cruzaram o oceano para conquistar o paladar do brasileiro. Pioneira entre as casas especializadas nos quitutes, no Rio de Janeiro, a Casa da Empada aposta na versatilidade das redondinhas, que servem para o café da manhã, lanche da tarde, acompanhamento, entrada, almoço, petisco e, até mesmo, para a sobremesa. Sim. Entre as mais de 20 opções no cardápio da Casa da Empada, é possível encontrar as versões doces da iguaria que possuem uma fantástica combinação de massa leve e seca que se desfaz na boca com um suculento e abundante recheio. Tudo preparado de forma artesanal. Para adoçar o paladar, vale experimentar os sabores de queijo com goiabada, de banana com canela e a líder de venda, a empada de chocolate.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Arroz refinado

Arroz negro com manga e ceviche do restaurante Taiping - foto de Tiberius Drumond

Por Rodrigo Shampoo

Do versátil ao único, do bolinho ao papel, do comum ao exótico. O pequenino arroz, alimento mais consumido no mundo, possui um leque gastronômico para todos os gostos, culturas e crenças.

E para quem pensa que arroz serve somente de acompanhamento, engana-se completamente. Algumas versões mais raras e exóticas do cereal são estrelas principais quando utilizadas pela alta gastronomia.

Uma delas é o arroz negro, pouco conhecido no Brasil. O cereal misterioso e “proibido” surgiu na China há 4000 anos. É um alimento afrodisíaco, consumido somente pelo Imperador. Hoje, o arroz negro é figurinha certa nos menus dos mais exigentes chefs do mundo, por ser rico em nutrientes e por possuir uma textura macia com sabor e aroma que revela leve nuance acastanhada.

Outra variação é o arroz vermelho, trazido para o Brasil pelos portugueses. Foi o primeiro tipo de arroz a chegar em terras tupiniquins. A iguaria é cultivada no sul da Ásia e é muito apreciada na China, na Tailândia, em Singapura, na Malásia, na França e na Itália. O cereal alongado e de tom amarronzado é rico em vitaminas e minerais, e revela um sabor acastanhado ligeiramente mais discreto que a versão negra, mas não menos saboroso.

Essas variações exóticas do arroz são novidades no farto bufê asiático do restaurante Taiping, em Botafogo. O chef, João Valdemir, criou receitas exclusivas, trazendo requinte e fascínio para o cardápio da casa.