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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Papai Noel tricolor


Por Rufino Carmona
O presente de Papai Noel é esperado pelas crianças, com entusiasmo, todos os anos. Já os adultos não costumam receber presentes do Bom Velhinho, até porque não acreditam em sua existência. Mas, cá entre nós, se Noel quer nos presentear, quem somos nós para não aceitar? Mas daí a acreditar que ele virá sempre, em dezembro, com aquele presentão, não é aconselhável.
Então, galera tricolor, os erros cometidos em 2014 pela direção do nosso Fluminense acumulados a tantos outros de anos anteriores, não podem mais acontecer, sob pena de, em 2014, cairmos novamente para a 2ª divisão do futebol brasileiro e em 2015 voltarmos a nossa já conhecida 3ª divisão.
No início de 2013, o Fluminense era tido como um dos três melhores elencos do Brasil e postulante, de peso, a conquistar todos os títulos que disputaria. Pois é! Terminamos o ano sem qualquer um dos títulos e amargando a queda no Brasileirão. Pergunto: o que foi Felipe? O que foi Marcelinho das Arábias? Isso para ficar somente nesses dois jogadores.

Achei muito importante nosso presidente vir a público pedir para vestirmos a camisa tricolor e nos orgulharmos de sermos Fluminense. Como se sabe, infelizmente, torcedores de outras agremiações, irritados com o presente que recebemos de Noel, vêm agredindo, com palavras, até crianças na rua paramentadas de verde, branco e grená.
Mas é importante também cobrarmos, dele próprio, uma administração mais acertada e uma maior independência em relação à Unimed, apesar de sabermos que, nessa esfera do patrocinador, a coisa se complica um pouco. Vou tocar nesse assunto mais para frente.
Enfim, tricolor, a despeito de toda a comemoração por termos recebido esse presente, não nos custa lembrar novamente que caímos, sim, para a 2ª divisão. Isso é inegável e precisa ser inesquecível. E que essa nova queda mexa com as estruturas do Laranjal de Álvaro Chaves.
É hora de nos fazermos, ainda mais, presentes nos estádios e darmos aquele apoio incondicional que, há anos, nossa torcida vem demonstrando. Mas não nos enganemos com presentes jamais!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Zico



Por Rufino Carmona 


Meu grande amigo Pedro Motta Gueiros, um dos mais brilhantes e competentes jornalistas do nosso país, escreveu hoje, no caderno de esportes de “O Globo”, um artigo sobre o Zico, que faz 60 anos nesse final de semana. Pedrinho, meu rapaz, apesar de eu ser tricolor de coração, você me fez chorar. Que sensibilidade a sua, cara!

Gente, o Pedro é Mengão, é óbvio! Ele acompanhou, como eu, os tempos brilhantes daquele time mágico do Flamengo em que a estrela da companhia era o “Galinho de Quintino”. Enquanto o Pedro se esbaldava de alegria com o camisa 10 da Gávea, eu (pobre de mim) sofria a cada gol daquele time memorável, principalmente quando era contra o meu Fluminense.

Mas todos nós, Pedro, eu e você, nos encontramos nas esquinas dessa vida com os nossos prazeres e nossas angústias. E é sobre isso o artigo desse jornalista, que aprendi a admirar desde muito jovem, nas nossas peregrinações pelo querido Jornal do Commercio, onde tive o prazer de conhecê-lo.

Vale muito a pena ler a coluna hoje do magnífico Fernando Calazans. O Pedro está assinando, de modo interino, na ausência do mestre, como ele já fez questão de ressaltar no dia em que a escreveu pela primeira vez na semana passada.

Mas chega de tanta rasgação de seda. Peço licença ao amigo Pedro e transcrevo, na íntegra, sua coluna de hoje:

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Era um jogo de futebol apenas




Por Rufino Carmona

Assim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade! Palavras de Lulu Santos. E apesar de eu crer que a humanidade caminha para algo melhor, ao ver a foto do menino boliviano Kevin, de apenas 14 anos, retirado da cena da vida de forma tão covarde num campo de futebol, dá até vontade de repensar os conceitos. Lulu descreveu a vida por um ângulo, eu a descrevo por outro e certamente o querido leitor a descreverá por um terceiro.

Mas a revolta que tomou conta de todo o mundo vai ter, pelo menos, um ponto positivo no meu entender: os torcedores (ou seriam vândalos?) que atiraram aquele sinalizador vão pensar agora umas vinte vezes antes de o fazerem novamente, ainda mais depois da “puniçãozinha” aplicada pela autoridade máxima do futebol na América do Sul, a Conmebol, ao Corínthians. Será que alguém vai correr o risco de não poder mais acompanhar seu time nos estádios, como ficará a Fiel Corinthiana?

kevin, tomara Deus, deve virar uma espécie de mártir das arquibancadas do futebol. Sua morte poderá poupar a vida de tantos outros meninos no futuro. Isso não o devolve à vida, mas dá algum sentido aos 14 anos que viveu.

O ódio que permeia a cabeça de nossos jovenzinhos, que vão aos estádios mais para “quebrar” o adversário e menos para se alegrar ao ver sua grande paixão em campo, quem sabe, poderá ser revisto. Muito pelo medo, mas também por uma conscientização, meio que forçada, que trata-se apenas de um jogo de futebol.

Apenas isso! 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

“Cronistas do Futuro” na vitória tricolor

Fred comemora  o gol que deu a vitória ao Fluminense

Por Rufino Carmona

Pela primeira vez a torcida do Fluminense deu o ar da graça nesse Campeonato Brasileiro. Já os “Cronistas do Futuro”, que não perdem um só jogo aos domingos no Engenhão, viram um espetáculo cheio de emoção, mas apenas razoável do ponto de vista técnico.

Com o apoio da Casa da Empada, o projeto “Cronistas do Futuro” é uma iniciativa da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj). No jogo desse domingo entre Fluminense X Corinthians, o melhor em campo, segundo os cronistas do futuro, foi o atacante tricolor Fred e a empada mais gostosa, a de frango.

Os cronistas do futuro Gabriel, Beatriz e Gustavo, da esquerda para a direita

O cronista do futuro Gustavo Farage, de 13 anos, ressaltou o amplo predomínio do Tricolor das Laranjeiras na 1ª etapa e a pressão corinthiana, sem muito sucesso, do meio para o fim do jogo: “O Fluminense perdeu muitas chances de gol no primeiro tempo, principalmente nos pés de Ciro, que, ao invés de lançar o jovem Lanzini, por duas vezes, preferiu concluir para gol. Mas numa falta mal batida por Fred, aconteceu o gol. A bola passou por entre a barreira e enganou o goleiro Julio Cesar”. O melhor em campo, para Gustavo, foi Fred, para quem deu 8,5. E a melhor empada, a de frango.

Já a cronista do futuro Beatriz Marinho, de 15 anos, achou o Fluminense superior em todo o jogo: “Mesmo quando o Corínthians pressionou, na 2ª etapa, o Fluminense não se afobou. Apesar de a bola ficar por muito tempo em seu campo, a zaga estava muito bem postada e a ligação para os contra ataques possibilitou até mais gols, não fosse um impedimento de Martinuccio mal marcado pelo árbitro e ainda a falta de pontaria do ataque. O Corínthians só teve uma chance real de gol, numa cabeçada no finalzinho do jogo”. Beatriz deu 10 para Fred e também elegeu a empada de frango.

Já Gabriel, de 14 anos, gostou da armação do time tricolor, mas não aceitou o recuo na 2ª etapa: “O Fluminense não precisava recuar tanto no segundo tempo. Tinha o jogo nas mãos e era muito superior. Acabou sendo uma vitória sofrida”. Ele deu nota 7 para Fred, que considerou o melhor em campo e também votou na empada de frango.

E domingo que vem, os “Cronistas do Futuro” estarão presentes no grande clássico Botafogo X Flamengo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

“Cronistas do Futuro” no Engenhão a 15 graus

Foto: Ricardo Ramos

Por Rufino Carmona


Nós, cariocas, não suportamos temperaturas abaixo de 20 graus. Pois ontem, eu e a garotada do projeto “Cronistas do Futuro” que assistíamos ao clássico Vasco da Gama X Fluminense, no Engenhão, passamos por maus bocados. Apesar de todos devidamente agasalhados, sentíamos frio assim mesmo. O jogo parecia ser disputado no Polo Sul ou no Polo Norte. Qual deles é o mais frio? Se alguém souber, era nesse que nós estávamos!

O jogo? Bem, pelo menos nas quatro linhas, a partida até que foi bem quente. Lances de gol para ambos os lados no primeiro tempo e domínio tricolor no segundo.

O cronista Cláudio Lucas, de 11 anos, escolheu Rafael Moura como o melhor em campo e classificou a partida como um grande clássico: “O jogo teve todos os ingredientes de um grande clássico. Os times se respeitaram bastante no início. O Vasco foi prejudicado pela saída prematura do lateral esquerdo Julinho, que sofreu contusão nos primeiros minutos. O zagueiro Gum, do Fluminense, protagonizou a jogada mais bisonha da partida, que acabou originando no pênalti, que Juninho bateu e marcou. Mas o gol de Rafael Moura, aos 16 do 2º tempo acabou por fazer justiça ao domínio do Fluminense”.

O projeto “Cronistas do Futuro” é uma ação da Acerj (Associação dos Cronistas do Futuro do Estado do Rio de Janeiro) em conjunto com a Casa da Empada. A garotada se reúne todos os domingos no Engenhão para comentar os jogos e se deliciarem com as empadas no intervalo.

Domingo que vem, nada menos que Flamengo X Vasco, clássico de maior rivalidade aqui na Cidade Maravilhosa. E os “Cronistas do Futuro” vão assistir à partida mais agasalhados do que nunca!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Estamos no caminho certo

Matéria de “O Globo” de ontem (14/08/2011)


Por Rufino Carmona

Meu domingo sempre começa do mesmo jeito: levanto, abro a porta de casa e pego “O Globo”. Abro o jornal direto em que seção? Claro! Na seção de Esportes. Ontem, também foi assim. Mas teve um gostinho todo especial. Eis que nas páginas centrais do caderno, dou de cara com um tema muito semelhante ao que o nosso historiador, e agora jornalista, Carlos Pinho, escreveu em 3 de maio desse ano: “Catalunha X Realeza muito além dos gramados”.

É muito gratificante notar que “O Globo”, o maior jornal do país, se aprofundou em um assunto que nós havíamos tocado há três meses, quando Barcelona e Real Madrid disputavam a semifinal da Liga dos Campeões da Europa.  

Nosso blog é fruto de um trabalho conjunto de uma equipe pequena, que tem um milhão de outros afazeres, mas que se esforça, ao máximo, para lhe entregar diariamente matérias de qualidade. E vejo que estamos no caminho certo, com bons textos e temas que, além de instigarem o leitor, estão na pauta de grandes publicações.

Parabéns Carlos Pinho, parabéns a toda equipe da MercadoCom e principalmente a você, querido leitor, que nos prestigia diariamente. 

Matéria do blog da MercadoCom de 3 de maio de 2011


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Paixão por um clube!


Por Rufino Carmona

Só quem é apaixonado por um time de futebol pode entender o que isso significa. Eu, por exemplo, sou Fluminense, ou melhor, sou apaixonado pelo Fluminense. Nas duas horas sagradas em que o Tricolor das Laranjeiras está jogando, ninguém pode ser mais importante. Ninguém mesmo!

Já tive brigas homéricas, principalmente com namoradas, que queriam disputar o meu amor. Eu sempre disse o seguinte a elas, claro que com muita raiva: “Amores são diferentes. É impossível compará-los. Mas se é para escolher, eu fico com o Flu. Afinal, eu a conheci há poucos meses. Já o meu Fluzão, eu conheço e sou apaixonado desde os meus 4 anos de idade”. Meu Deus! Coitadas delas!

Mas, nessa postagem, não vim falar sobre mim. Minha intenção é falar sobre um menino, que como eu, não amava nem os Beatles nem os Rolling Stones, mas sim um clube de futebol. Não é o Fluminense não. Mas bem que ele me confessou que se não torcesse pelo time que escolheu, seria tricolor.


Pois, o Fabinho de Pinho, o nosso tão querido DJ, é torcedor, meus amigos, do Bonsucesso. Isso mesmo: o Bonsuça, o Rubro Anil da Leopoldina. Para quem não conhece, o Cesso, como os torcedores o apelidaram carinhosamente, sempre fez parte dos campeonatos daqui do Rio de Janeiro até meados dos anos 70, quando houve a fusão entre a Guanabara e o antigo estado do Rio. Desde então, equipes do interior começaram a disputar o Cariocão. E as equipes da capital, principalmente as dos subúrbios, foram perdendo vez.

O Bonsucesso, por exemplo, não disputa o Cariocão há 19 anos. Mas vai disputar (viva, Fabinho!) no ano que vem. O Cesso foi campeão da 2ª divisão do Estadual do Rio esse ano. Eu próprio (in loco) presenciei esse menino de 13 anos chorando, de soluçar, ao ver as bolas que desfraldavam as redes adversárias do Estácio, no dia em que o Cesso garantia sua vaga na Elite do futebol carioca em 2012.


Com o apito final, os torcedores invadiram o antigo campo lá da Rua Teixeira de Castro.  E o nosso personagem, o Fabinho, foi para lá abraçar o presidente, junto com o irmão, que não escondia a emoção. Ah! O irmão do Fabinho trabalha conosco aqui na assessoria. É o nosso Carlos Pinho.

Fabinho, obrigado pelas cenas emocionantes que você me propiciou durante aquele jogo, que apesar de não ter sido fantástico, foi pura adrenalina. Suas lágrimas de torcedor apaixonado me dão a certeza de que essa paixão que temos por nossos clubes de coração sobrevive até à morte!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

“Cronistas do Futuro” na goleada alvinegra


Por Carlos Pinho

Os “Cronistas do Futuro” tiveram a honra de acompanhar ontem, no Engenhão, uma exibição de gala do Botafogo. O Vasco vinha embalado pelas últimas vitórias, mas Loco Abreu e Cia. não deram chance ao Gigante da Colina e aplicaram uma goleada de 4 a 0, fora o baile. Tudo isso com a benção do “Velho Lobo” Zagallo, homenageado pelos seus 80 anos.

Foto: Getty Images

Na visão do cronista do futuro, Alexandre de Castro, de 14 anos, o Botafogo fez uma ótima partida, com bom passe e jogadas objetivas. “A ausência de Maicossuel acabou sendo um reforço para o Botafogo”, afirmou.

Bruno Lima, de 14 anos, destacou a atuação do lateral-esquerdo do Glorioso, Cortez, e ressaltou que, apesar da derrota, a equipe comandada por Ricardo Gomes tem condições de brigar pelo título. “O Vasco tem qualidade. No jogo de hoje (ontem), o Botafogo mereceu a vitória. Mas o campeonato está em aberto e muita coisa vai acontecer”.

Fábio Augusto, de 13 anos, resumiu o panorama da partida: “o Botafogo foi superior. O Vasco tentou criar as jogadas, mas o meio campo não foi bem e a bola não chegava à dupla de ataque, que estava sumida. O alvinegro mereceu a vitória, não só pelo que jogou, mas pela competência de aproveitar as chances criadas”.

Foto: Fernando Soutello / AGIF

O projeto “Cronistas do Futuro” é uma parceria formada pela Acerj (Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro) e a Casa da Empada. A iniciativa tem o intuito de estimular a opinião da garotada por meio da paixão nacional, o futebol. Acompanham os jogos, debatem, dão asas aos seus comentários e, no intervalo, saboreiam as delícias da Casa da Empada.

O próximo duelo que os “Cronistas do Futuro” vão acompanhar de perto também promete fortes emoções. Será o clássico entre Vasco e Fluminense, no dia 21 de agosto, no Engenhão. E essa meninada, que sabe muito de bola, vai estar de olho em cada lance.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Viva o futebol brasileiro!


Por Rufino Carmona

Meio desanimado, depois da derrota do meu tricolor, quase não vejo Santos X Flamengo. Que heresia eu iria cometer. Esse jogo me lembrou das histórias que meu pai contava, e ainda conta, sobre o Santos de Pelé, que tomava 4 e fazia 5. É pai, só que, dessa vez, quem fez 4 foi o Santos. O Flamengo fez os 5.



O que foram as atuações de Ronaldinho Gaúcho e de Neymar? Se o Gaúcho jogasse sempre assim...isso já é outra conversa. Sem qualquer desmerecimento à vitória rubro-negra, até porque foi irretocável, digna dos tempos de Zico, o gol da noite foi o terceiro do Santos, de Neymar. Duvido que o Santos segura o garoto depois disso. Tudo bem que o gol de falta de Ronaldinho foi uma daquelas façanhas que só os grandes craques protagonizam. Mas, ao meu ver, não tem como compará-lo com um gol em que várias peças funcionaram e o brilhantismo da jovem estrela santista que fez umas coisas lá que não dá nem para entender como é possível para simples mortais como eu.

Quando o Santos fez 3 a 0, com 26 minutos, eu pensei que seria uma daquelas goleadas históricas. Mas o Flamengo que já não é Flamengo há muito tempo, se recuperou como Flamengo. E empatou como Flamengo. E depois de levar outra virada, virou o jogo, em plena Vila Belmiro, como Flamengo. Quem foi o Santos de Pelé ontem foi o Flamengo, que se não teve um Pelé, em seu passado, teve um certo Zico e hoje, guardadas as devidas proporções, tem um certo Gaúcho.   


Olha, até agora eu não entendi direito porque eu assisti a esse jogo. É que quando o Fluminense perde, eu fico tão desanimado que desligo a televisão e tento dormir o mais rapidamente possível. Mas, dessa vez, foi fácil esquecer a derrota do Flu. O futebol é maior que qualquer paixão clubística. Foi realmente um grande prazer ter permanecido acordado. E viva o futebol brasileiro!


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quem domina é o Bonsucesso


Por Carlos Pinho

Após 18 anos amargando a segunda divisão e, até mesmo, a terceirona do campeonato carioca, o Bonsucesso garantiu, no último sábado, o acesso para a série A de 2012 com uma rodada de antecedência ao vencer o Estácio por 2 a 1 em seu estádio, o Leônidas da Silva.



Mas o jogo não foi fácil. Apesar de não ter mais nenhuma pretensão na competição, o Estácio assustou os cerca de 3 mil torcedores que lotavam o estádio da Rua Teixeira de Castro ao abrir o placar no início do jogo. O Bonsuça só empatou na segunda etapa com Sassá, de cabeça. E o atacante João Rodrigo virou o marcador, logo em seguida, levando às lágrimas torcedores do rubro-anil da Leopoldina de todas as gerações.



Fundado em 12 de outubro de 1913, o clube, que revelou tantos valores do futebol brasileiro e que teve a honra de ver Leônidas da Silva, o Diamante Negro, debutar pelos gramados ostentando o seu uniforme, passou por maus bocados durante o período em que ficou afastado da elite do estadual. Mas renasceu das cinzas e montou um elenco equilibrado sob a batuta do experiente treinador Manoel Neto. 

Parabéns, Cesso!
Seja bem-vindo, novamente, à elite futebol carioca!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Faltou a Dilma em La Plata


Rufino Carmona

Quando eu vi, agora de manhã, a charge de O Globo com a presidenta, Dilma Rousseff, pedindo para bater um pênalti e os jogadores brasileiros enfileirados atrás dela, lembrei de uma máxima que é dita em futebol desde que me conheço por gente: “Pênalti é tão importante que quem deveria cobrar é o presidente do clube”.

Pois bem, a seleção brasileira não é um clube, então quem deveria cobrar era a presidenta do país. E, muito cá entre nós, acho que no auge de todo o seu pragmatismo, nossa maior mandatária faria o gol. Sabe por quê? Porque pênalti, como já dizia o meu avô, não é coisa que se perca. E perder quatro, ou melhor, todos os que foram batidos, acho que nem o nosso pior time, o Íbis, deve ter alcançado suprema proeza.


O Brasil jogou melhor que o Paraguai? Jogou muito melhor, mas não conseguiu fazer um golzinho, tal qual na disputa por penalidades máximas. O que dizer? O que comentar? Só nos cabe ficarmos completamente atônitos diante de algo que talvez nunca mais ocorra na história do futebol mundial.


Foi tão humilhante, minha gente, que eu me pergunto: seria melhor mexer em algo? Tirar o Mano? E se viesse outro treinador, os jogadores seriam os mesmos? De uma coisa, eu tenho certeza: quem deveria sair mesmo, e ir rapidamente para os quintos dos infernos, é o famigerado presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.


Não consigo entender como pode um cartola com tantas evidências contra ainda permanecer à frente da entidade. Mas quem é carioca e agüentou, anos e anos, o Caixa D´água comandando a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) aprendeu a ter muita paciência. Mas paciência tem limite! 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Um poema vascaíno


Hoje, faz um mês em que o Vasco da Gama se sagrou campeão da Copa do Brasil 2011. E em homenagem a essa imensa torcida bem feliz, um poema do vascaíno, Carlos Pinho. Vale a pena dar uma conferida, mesmo que você torça por uma outra agremiação.

Um poema vascaíno

Por Carlos Pinho

Foram oito anos
De um grito travado 
O coração calado
E um longo penar

Cada ano passava passando
como folhas secas 
voando sem vida
ao sabor da brisa, ao deleite do ar

Vi o fundo do poço
Segui pela estrada sem luz
Carregando minha cruz
Fiz minha força no amor e na esperança

Entretanto, não há pranto que cale o meu canto
E apesar dos quebrantos
O sentimento pulsa
e não há de cessar

“Depois da tempestade, sempre vem a bonança”
Diria o cancioneiro popular
Aviso aos navegantes: o Gigante despertou
E o show ainda está a começar. . .

terça-feira, 5 de julho de 2011

Que as minas inspirem os manos!


Por Carlos Pinho

Perdi um tempo precioso, no último domingo, vendo os nossos rapazes jogando bola. É que, por mais que a nossa seleção já não seja a dos nossos sonhos e não protagonize espetáculos há um bom tempo, a gente acaba sempre esperando que aquele vai ser o dia. Mas um velho amigo me dizia: “quer ver espetáculo, vá ao show da Madonna. Eu quero vencer e ser campeão”.

É óbvio que todos querem que o seu time vença, mas, quando acompanhado de um belo futebol, melhor ainda. Belo futebol que as feras da nossa seleção feminina vêm mostrando em gramados alemães. E, minina, essa seleção tá um arraso! (ops, desculpe-me a exaltação). Para quem só vê a Globo, lembro que elas vão muito bem, obrigado na Copa do Mundo, que está sendo disputada na terra do chucrute. Marta & Cia alcançaram a classificação no último domingo com a vitória sobre a Noruega por 3 a 0 e joga amanhã contra a Guiné Equatorial em ritmo de treino.

Guiné Equatorial que protagonizou uma cena das mais dantescas da história do esporte no último domingo. Enquanto se defendia do ataque australiano, a jogadora africana agarrou a bola dentro da sua área, passeou com a pelota por alguns instantes e nada da juíza marcar pênalti para desespero das lindas atletas do país do canguru. Lindas mesmo! Maravilhosas! Como eu queria ser um canguru! (ops, desculpe-me novamente). 

Voltando às seleções brasileiras, os manos do Mano precisam se inspirar nas minas, a começar pela Marta. Contra a fortíssima Chavezuela, digo, Venezuela, país do baseball e das estatizações inesperadas, foi um martírio. Foi a prova de que nem sempre uma equipe com três atacantes é ofensiva. Rapazes, senão repetirem todas as jogadas das garotas, pelo menos tentem atuar com objetividade e sandálias rasteiras. Salto alto prejudica na hora de correr atrás da bola.   

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fora os brucutus do Dunga


Por Rufino Carmona

Foi uma atuação fraca da seleção brasileira ontem? Sim, foi. Muito fraca, por sinal. Mas não é por isso que Mano Menezes deva mudar radicalmente o seu sistema de jogo. É claro que precisa haver um grande aprimoramento e é claro também que peças-chave, como Ganso e Neymar não renderam nada individualmente. Mas o caminho é esse.


Falo isso porque foi por perder uma Copa do Mundo num esquema em que se privilegiava o bom futebol, em 2006, que veio aquela seleção de brucutus de Dunga. Parreira, em 2006, levou um quadrado mágico que não funcionou, até porque tinha gente já bem gordinha por lá. E os dois laterais, Cafu e Roberto Carlos, já não tinham condições de serem titulares. Mas foi teimoso e caiu diante dos nossos algozes franceses.


No caso de Dunga, ele caiu desde o início, quando disse que estava tudo errado, e refez a seleção. Foi um Brasil sem qualquer vestígio de Brasil. Uma seleção que dava até vergonha de ver jogando. Só não torci contra, porque não consigo. Mas não mereceu ganhar a Copa e não ganhou mesmo. O título ficou em mãos muito mais merecedoras.


Mano veio para ser, talvez, um meio termo entre Parreira e Dunga. Gosto da convocação. Gosto da proposta. Mas evidentemente não gostei do quê vi ontem. Mas daí a julgar todo um trabalho por esse jogo e decretar que uma seleção brasileira com tantos craques não rende bem, como chegaram a dizer, não dá para entender.

Se esses que estão lá na Argentina não forem bem, quero saber que outra seleção os analistas poderiam sugerir em troca desta. Acredito que o Brasil vai ganhar bem tanto do Paraguai quanto do Equador e se classifica, com folga, nesse grupo. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

De Pelé para Neymar


É hoje o grande dia em que o Santos pode ser tri campeão da Taça Libertadores da América. As duas únicas vezes em que o Peixe se sagrou campeão foi na Era Pelé, em 1962 e em 1963. E, nesses dois anos consecutivos, o Santos, do Rei do Futebol, também alcançou o bi campenato mundial de clubes. Era um super time. Esse, de hoje, apesar de não caber comparações, até porque são épocas muito distintas, é igualmente um super time. Neymar, guardadas as proporções, seria o Pelé daqueles tempos e o Ganso, bem, o Ganso poderia ser uma das inúmeras estrelas daquela constelação de craques.

Mas o importante não é a comparação e sim o Santos conquistar o Tri num Pacaembu lotado e trazer mais um título para o futebol brasileiro. Bem, é preciso ressaltar que o adversário do Peixe é o Peñarol, time uruguaio de muita tradição e que já conquistou nada menos que cinco vezes esse mesmo título das Américas. Então, toda a atenção e muita humildade para não ser surprendido dentro de casa. 1 a 0 já basta. Se vier goleada, melhor ainda!


Santos, Santos, Gooooooooooooooooooooooool!!!!!!!!!!!    

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Que semestre memorável do Coxa!


Por Rufino Carmona

Aqui, no nosso país, não costumamos valorizar um vice-campeonato. Mas como esquecer da fantástica partida que o Cortiba fez ontem diante do Vasco da Gama? Como esquecer todo um primeiro semestre em que o Coxa, além de ter sido campeão paranaense invicto, ao ganhar todas as partidas, ainda chegou à decisão da Copa do Brasil?


Pois bem, a mesma torcida Coxa Branca, que promoveu, em 2009, um dos mais deprimentes espetáculos do nosso futebol, quando caiu para 2ª divisão do Brasileirão, ontem deu um show nas arquibancadas do Couto Pereira. E, mesmo com a perda do título, aplaudiu, de pé, a atuação de sua equipe ao final dos 90 minutos.


Esse time tem todas as condições de conquistar, no Brasileirão, a tão sonhada vaga para a Libertadores de 2012. E por que não lutar até pelo título? Que esse vice-campeonato da Copa do Brasil sirva para injetar ainda mais gás para a disputa Nacional, que entra na sua quarta rodada nesse final de semana.


Parabéns, Coritiba, legítimo vice-campeão da Copa do Brasil 2011!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

"Cronistas do Futuro" no adeus a Pet


Por Carlos Pinho

Os nossos cronistas do futuro, que estiveram ontem no Engenhão, presenciaram o adeus de um daqueles monstros sagrados do futebol mundial. Às vezes, meio ranzinza, outras vezes, até brincalhão, o fato é que Petkovic vai deixar muita saudade entre tricolores, vascaínos e, principalmente, nos rubro-negros. Pelo Flamengo, time pelo qual mais vezes atuou no futebol brasileiro, foi responsável por comandar a equipe em títulos históricos, como aquele tri campeonato de 2001, quando balançou as redes aos 43 minutos do segundo tempo e no Brasileirão de 2009, quando poucos acreditavam em tamanha façanha.

Pelo que jogou ontem nos primeiros 45 minutos diante do Corinthians bem que o Flamengo podia contar com o seu futebol por, pelo menos, mais um  ano. Mas o "projeto" do Luxa não permite tal investida. Uma pena. Foi um colírio vê-lo atuar como nos bons tempos. E olha que todos achavam um perigo escalá-lo em uma partida oficial, já que não atuava desde o último jogo do Brasileirão do ano passado.

O cronista do futuro, Fábio Augusto, de 13 anos, comentou comigo que o "gringo" teria condições técnicas e físicas para jogar por muito mais tempo: "Apesar da idade e do tempo sem jogar, o Pet teve ótima atuação, dando lançamentos e colocando os companheiros na cara do gol. Ele melhorou o toque de bola da equipe". Esse garoto entende!

Para Fábio, após a saída do sérvio, o Flamengo caiu de produção. Pet, segundo ele, foi o craque do jogo e o Flamengo merecia sair de campo com a vitória. Mas o placar acabou ficando em 1 a 1.


Cabe aqui, nosso agradecimento à Casa da Empada, que vem apoiando, desde 2009, os "Cronistas do Futuro", essa brilhante iniciativa da Acerj (Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro), que leva sempre a garotada para assistir e comentar os jogos de futebol aos domingos no Engenhão.

E para o sérvio Petkovic, o nosso muito obrigado pela enorme contribuição prestada ao esporte bretão em toda sua carreira. 

Pet sai de campo para entrar na história do futebol mundial! 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Torcida perde a paciência com Ronaldinho

Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Desde que chegou ao Flamengo, em janeiro, o meia Ronaldinho Gaúcho passa pelo seu pior momento com a torcida rubro-negra. As atuações abaixo da média, para um jogador do seu status e salário, eram esquecidas por muitos torcedores, satisfeitos com a invencibilidade da equipe e com o título estadual. 

Entretanto, o empate contra o Horizonte-CE, no Engenhão, já começou a estremecer a relação. Ontem, em casa, veio a gota d’água. Em mais uma atuação apagada do “craque”, o Flamengo jogou mal e foi facilmente envolvido pelo Ceará, que venceu a partida pelo placar de 2 a 1. Ronaldinho saiu de campo vaiado e com a sensação de que precisa mostrar muito mais. 

O Flamengo é um gigante que se alimenta de vitórias. E apenas nome e prestígio não são capazes de agradar a nação. Passado pode até impor respeito por algum tempo. No entanto, não entra em campo. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Messi brilha e Barça cala o Santiago Bernabéu

Foto: AFP

Numa atuação de gala do argentino Leonel Messi, o Barcelona saiu vitorioso na primeira partida da fase semi-final da Liga dos Campeões da Uefa. Um jogo que teve belas jogadas, um golaço, três expulsões (sendo uma do goleiro reserva do Barça e a outra do técnico do Real, José Mourinho) e muita confusão. Enfim, um clássico entre Barcelona e Real Madrid. 

Tanta rivalidade tem uma explicação que vai além dos campos de futebol. O Real Madrid representa a realeza espanhola. Enquanto o Barcelona (time da capital homônima) representa o povo da Catalunha e o desejo de nacionalismo catalão. Um breve panorama explicativo das disputas extra-campo.

Voltando ao duelo, o terceiro seguido, a equipe treinada por Pep Guardiola teve mais competência do que nos desafios anteriores e conseguiu transformar em gols as muitas oportunidades que Messi e cia. sempre produz. Lembrando que, as duas últimas partidas entre as equipes, foram marcadas por um empate de 1 a 1, pelo Campeonato Espanhol, e pela vitória madrilenha, por 1 a 0, na final da Copa do Rei. No entanto, se Cristiano Ronaldo deu o ar de sua graça no triunfo do time merengue, Leonel Messi destruiu toda a fortaleza defensiva de José Mourinho e garantiu a vantagem do Barça na última quarta-feira. 

Aos 31 minutos da etapa final, contando com a expulsão do zagueiro Pepe, após uma entrada criminosa em Daniel Alves, Messi abriu o placar, aproveitando, com um arremate de primeira, o cruzamento preciso do holandês Affelay. Entretanto, o ponto alto do derbi espanhol estava guardado para o final. Aquele tipo de gol que vale pagar o ingresso novamente. Aos 41, Messi, após passe de Iniesta, deixa para trás Diarra, Sérgio Ramos, Marcelo e Albiol, e, com um leve toque na saída de Casillas, decreta a vitória do Barça, justificando, novamente, o seu título de melhor jogador do mundo.

O segunda partida será realizada na próxima terça-feira (3 de maio), e o Barcelona poderá até perder por um gol de diferença, no Camp Mou, que estará na grande final da Liga dos Campeões da Europa.

Confira os gols de Real Madrid 0 X 2 Barcelona e aprecie a magia de Leonel Messi:


segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Cronistas do futuro” no empate alvinegro


Carlos Pinho

Botafogo e Resende se enfrentaram pela sexta rodada da Taça Rio. E o Projeto “Cronistas do Futuro” marcou presença novamente.

Um domingo chuvoso. O público não compareceu em peso. Mas a partida era de grande importância às pretensões de classificação do alvinegro para a fase semifinal. O Resende abriu o placar com Rogério e o Botafogo igualou com o zagueiro Antônio Carlos. Resultado: um frustrante empate de 1 a 1.

O jogo marcou a estréia de Caio Junior no Engenhão. No papel, a escalação lembrava o time de Joel Santana, treinador que saiu criticado pela torcida. Na prática, a postura foi outra. .

Aproveitei para entrevistar um dos cronistas do futuro que estavam lá: Fábio Augusto, de 12 anos. Conversamos sobre a partida e sobre os rumos não só do time da Estrela Solitária, mas também das principais equipes que estão na disputa pelas quatro vagas às semifinais da taça Rio. Confira:

Carlos Pinho: Como você analisa a partida?

Cronista do futuro: “No primeiro tempo, o Botafogo teve poucas chances para marcar. Teve até posse de bola, mas não foi objetivo. O Resende jogou nos contra-ataques e até deu certo. No segundo tempo, o Botafogo ficou mais ofensivo. Mas a zaga continua com problemas”.

Carlos Pinho: Quando chegou ao Botafogo, Caio Junior prometeu uma equipe mais ofensiva, diferentemente do criticado esquema de Joel Santana. Para você, a promessa foi cumprida?

Cronista do futuro: “O time continua com três volantes. O que falta ao Botafogo é jogador. Não existem opções. Continuam apostando na bola parada. O gol do Antônio Carlos foi assim. Eles até tentaram, mas falta qualidade”.

Carlos Pinho: Na sua opinião, quem jogou melhor e quem foi o craque da partida?

Cronista do futuro: “Gostei mais do Resende. O melhor foi o Jefferson (goleiro do Botafogo)”.

Carlos Pinho: Quais equipes, na sua visão, conseguirão a classificação para as semifinais da Taça Rio?

Cronista do futuro: “No grupo A, passarão Vasco e Boavista. E no grupo B, Olaria e Fluminense”.

O projeto “Cronistas do Futuro” é uma parceria entre a Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj) e a Casa da Empada. Reúne jovens de 7 a 14 anos com o objetivo de estimular o debate e a análise das partidas realizadas aos domingos no Engenhão. As empadas, no intervalo, repõem a energia da garotada.

No próximo domingo, Botafogo e Flamengo farão um clássico de arrepiar. Os “Cronistas do Futuro” estarão de olho, sem pestanejar, comentando cada lance desse duelo decisivo.