segunda-feira, 16 de maio de 2011

Red Salon no portal da TV Band

Grandes campeões

Surpresa arretada: Bahia de Feira de Santana.

Nossos parabéns às equipes campeãs estaduais! No nordeste, destaque para a redenção do Santa Cruz, que faturou o Pernambucano, e para a zebra, Bahia de Feira de Santana, que levantou o caneco na Bahia. 

Santa Cruz nos braços da torcida Coral.

Em Minas, o Cruzeiro renasceu das cinzas e despachou o Galo. Os meninos da Vila conquistaram o bicampeonato paulista, com direito a frango ensopado, servido pelo goleiro do Corinthians. 

Raposa ri por último na Arena do Jacaré.

Santos mantém a hegemonia em São Paulo.

Já no Rio Grande do Sul, Inter e Grêmio fizeram uma partida emocionante até o último milésimo de segundo. A decisão foi para os pênaltis e o  goleiro Renan se redimiu do frangaço no final de jogo e assegurou mais um troféu na galeria do Gigante da Beira-Rio.

A festa Colorada.

Foi um espetáculo de emoções. Que venha o Brasileirão!

Mr. Lenha no portal TV Band

domingo, 15 de maio de 2011

Um Domingo de decisões

Um dia de muita emoção no país do futebol
Por Carlos Pinho 
 
Alguns estaduais, como o carioca e o paranaense, já acabaram, mas a bola vai rolar, como nunca, daqui a pouco, em decisões por sete estados brasileiros. Nesse post, vamos analisar os prognósticos para as finais do Paulistão, do Gauchão, do Mineiro e do Pernambucano.

Santos X Corinthians

Liédson X Neymar: um duelo que promete!

A tendência é de que o Timão chegue ao duelo mais preparado do que o Peixe, já que teve toda a semana para trabalhar, enquanto a equipe de Muricy Ramalho viajou, no meio da semana, para a Colômbia para jogar a Libertadores.

 Neymar, a esperança de gols santista.

Mas como no futebol não existem fórmulas exatas, se os meninos da Vila vencerem o cansaço, podem levar o título. Mesmo sem Paulo Henrique Ganso, machucado. A responsabilidade vai estar nos pés de Neymar. E ele não costuma decepcionar.

Atlético-MG X Cruzeiro

 Cuca, um bom técnico em busca da afirmação.

Com um início de temporada avassalador, o Cruzeiro perdeu o rumo em apenas quatro dias da semana passada. A eliminação surpreendente, na Libertadores, e a derrota para o Galo, por 2 a1, no primeiro jogo da final do campeonato mineiro, trouxeram a questão: a equipe de Cuca é um mero fogo de palha?

 Dorival Jr.

Pelo menos, no momento, o castelo da celeste mineira parece desmanchar como areia. E o antes considerado supertime em nada difere dos elencos montados nos últimos quatro anos: “jogando como nunca e perdendo como sempre” (frase utilizada até meados do ano passado, no meio futebolístico, para zombar da seleção espanhola). Em busca da redenção, o Cruzeiro ainda terá o desfalque de seu principal jogador, o meia Montillo, suspenso.

 Mancini: o craque do Galo.

O Atlético conquistou uma boa vantagem e joga pelo empate. A equipe de Dorival Jr. conta com a categoria do meia-atacante Mancini (ex-Roma e Inter de Milão) e  salto alto não combina com os times treinados pelo competente técnico. 

Grêmio X Internacional

 Renato Gaúcho.

Vitorioso em pleno Gigante da Beira-Rio, pelo placar de 3 a 2, o Grêmio leva para a sua casa, o Olímpico, a vantagem de poder empatar para assegurar o título gaúcho. O campeonato é encarado pelos torcedores do Rio Grande do Sul como um desafio nacional, devido às raízes históricas do povo dos pampas com o seu território, defendido, por muitos, como um país.

O tricolor conta com os retornos dos meias Adilson e Lúcio. Assim, o técnico Renato Gaúcho vai poder completar o setor de meio-campo com Fábio Rochemback e Douglas. Com essa formação, o Grêmio tem, na temporada, dez vitórias, apenas um empate e nenhuma derrota.  

 Falcão e o desafio Colorado.

Já o Internacional ainda não se adaptou à filosofia de Paulo Roberto Falcão. O técnico, tão acostumado às imagens disponíveis nas modernas cabines de transmissão, parece um estranho à beira do campo, área onde talvez nunca tenha tido tanta intimidade assim. Em uma semana, sofreu duas derrotas decisivas: a eliminação na Libertadores e a virada no último Gre-Nal. Como técnico, Falcão está se revelando um belo comentarista.

 Guiñazú, ídolo do Inter.

Santa Cruz X Sport

 O retorno do Santa Cruz às grandes decisões.

Em Pernambuco, um clube parece renascer das cinzas, o Santa Cruz, que amargou vários rebaixamentos e um longo jejum de títulos nos últimos anos. Mas esse marasmo pode estar com os dias contados. A vitória sobre o Sport, por 2 a 0, em plena Ilha do Retiro, reacendeu a esperança de dias melhores para o torcedor do tricolor coral.

 Hélio dos Anjos, técnico do Sport

Já o Sport, em busca do hexacampeonato, terá um baita desafio pela frente. Para alcançar o título, o Leão precisa vencer o Santa por três gols de diferença no Mundão do Arruda.  


E então? Dê o seu palpite:  Quem leva a melhor na final do seu estado?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Uma viagem pelo Ceará

Pedra furada, na praia de Jericoacoara, uma das principais atrações do litoral cearense.
 
Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.
Patativa do Assaré

O bonde sem freio do favoritíssimo Flamengo, de Ronaldinho Gaúcho, caiu diante da "carroça desembestada" do Ceará, que conquistou sua classificação para as semifinais da Copa do Brasil. E por meio da maior paixão popular do país, o futebol, os olhares incrédulos dos brasileiros se voltam para o Ceará, estado com uma história riquíssima, com grandes serviços prestados à cultura nacional, de belíssimas praias e de uma vasta miscigenação popular.

 Macunaíma, quadro do pintor cearense Aldemir Martins

Celeiro de grandes talentos nas artes, como Chico Anysio, Renato Aragão, Raimundo Fagner, Patativa do Assaré e Belchior, o estado nordestino  ficou historicamente conhecido por sua sociedade rural baseada na pecuária. E apesar desse panorama ter mudado a partir da década de 1960, com o início do processo de industrialização e urbanização na região, o passado camponês manteve as suas raízes na memória popular.

É por isso que ao contrário dos cariocas, que comparam seus times de futebol a veículos como trem e bonde, os cearenses apelidaram o Vozão - como carinhosamente é conhecido o time do Ceará - a uma “carroça desembestada”. Mas, como o futebol é um esporte democrático, a carroça atropelou o bonde.

 Washington comemora o gol que classificou o Ceará na Copa do Brasil.

E vamos terminar a postagem com um Você Sabia:

Você sabia que o Ceará declarou a abolição da escravatura em sua província em 1884, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel? 

 Jornal abolicionista "O Libertador", de 25 de março de 1884.

 Pois é! Uma grande lição para todo o país àquela altura de nossa história.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bob Marley, a voz de um povo

 
Por Carlos Pinho 

Ícone do reggae, há exatos 30 anos, morria Bob Marley. Em vinte anos de carreira, o músico conquistou uma façanha digna de poucos: ser o expoente máximo de um estilo. Sua trajetória de vida se confunde com o desenvolvimento do gênero que é expressão cultural do povo jamaicano.

Marley nasceu em 6 fevereiro de 1945, momento em que a Segunda Guerra Mundial se encaminhava para um desfecho. Por obra do destino, o pequeno Bob, filho de um militar britânico branco com uma adolescente do norte da Jamaica (32 anos mais jovem), viria a ser um dos grandes porta-vozes da paz e do amor em seu tempo, por meio de obras imortalizadas em 11 álbuns e 200 milhões de discos vendidos.

Suas canções não são apenas verdadeiros hinos de defesa da igualdade e fraternidade entre os semelhantes, mas também manifestam um olhar crítico e reflexivo sobre as mazelas e os abusos causados pela ganância do bicho-homem.

Em 1977, no auge da carreira e buscando o mercado musical norte-americano, Marley inicia uma luta contra o câncer de pele, descoberto através de uma ferida que não cicatrizava. Os médicos sugeriram a amputação do dedo, o que não é permitido dentro dos preceitos da sua religião, a rastafári. Apesar disso, fez o possível para se manter em atividade, enfrentando o avanço da doença até os seus últimos instantes naquele 11 de maio de 1981. Tudo em prol do amor à vida e à música!

Skinna na Veja Rio

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ingressos para o Rock in Rio só no Engenhão


Agora é oficial: a organização do Rock in Rio, festival de música que será realizado nos meses de setembro e outubro, informou que os ingressos para o evento, a partir de amanhã, serão vendidos apenas no estádio olímpico João Havelange, o Engenhão. Os demais pontos de venda, como os do Barra Shopping e Rio Sul, serão utilizados apenas para a venda de produtos oficiais da marca.

O estádio fornecerá duas bilheterias. Na ala norte do Engenhão, devem ser efetuadas as compras em dinheiro. Na bilheteria do setor leste, estão os pontos para quem vai comprar o seu ingresso no cartão.

A procura é grande e já mobiliza uma multidão de pessoas. Estima-se que desde o início da venda oficial, no dia 7 de maio, mais de 90 mil bilhetes tenham sido vendidos pela internet. O festival contará com várias atrações, tais como Kate Perry, Elton John, Rihanna, Titãs, Coldplay, Lenny Kravitz e Shakira.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

STF aprova união homoafetiva



Por Carlos Pinho

O Superior Tribunal de Justiça (STF) reconheceu, na última quinta-feira, o direito à união estável aos casais homossexuais. O texto, do ministro relator Carlos Ayres Britto, recebeu nove votos a favor, sendo aprovado por unanimidade.

Essa decisão significa um marco histórico, considerando a forte resistência de setores políticos e sociais, e o preconceito de boa parcela da população. Os casais homossexuais passam a ter os mesmos direitos e deveres previstos na legislação brasileira aos casais heterossexuais, como, por exemplo, no caso da adoção e no direito à pensão por morte do companheiro.

Segundo a ministra Ellen Gracie, “o reconhecimento, portanto, pelo tribunal, responde a um grupo de pessoas que durante longo tempo foram humilhadas, cujos direitos foram ignorados, cuja dignidade foi ofendida, cuja identidade foi denegada e cuja liberdade foi oprimida”.

Entretanto, apesar de unânime entre os ministros do Supremo, o acontecimento gerou opiniões diversas entre a sociedade. Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, rejeitou que o termo "família" pudesse ser atribuído a um casal do mesmo sexo."O ser humano de fato se realizará na sua profundidade de sua relação na constituição da família a partir de um casal formado por homem e mulher", declarou.

Exercer a cidadania em sua plenitude é um direito que deve ser de todos. Humilhações, perseguições, atos de preconceito e tudo mais que possa agredir um determinado grupo, por conta de suas opções ou características, é inaceitável para qualquer sociedade, ainda mais para aquelas que são ou se dizem democráticas.

Margutta no jornal O Dia

Torcida perde a paciência com Ronaldinho

Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Desde que chegou ao Flamengo, em janeiro, o meia Ronaldinho Gaúcho passa pelo seu pior momento com a torcida rubro-negra. As atuações abaixo da média, para um jogador do seu status e salário, eram esquecidas por muitos torcedores, satisfeitos com a invencibilidade da equipe e com o título estadual. 

Entretanto, o empate contra o Horizonte-CE, no Engenhão, já começou a estremecer a relação. Ontem, em casa, veio a gota d’água. Em mais uma atuação apagada do “craque”, o Flamengo jogou mal e foi facilmente envolvido pelo Ceará, que venceu a partida pelo placar de 2 a 1. Ronaldinho saiu de campo vaiado e com a sensação de que precisa mostrar muito mais. 

O Flamengo é um gigante que se alimenta de vitórias. E apenas nome e prestígio não são capazes de agradar a nação. Passado pode até impor respeito por algum tempo. No entanto, não entra em campo. 

Casa da Empada no portal E-Band

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Morre o último combatente da I Guerra Mundial



Claude Stanley Choules, o do último veterano da I Guerra Mundial, morreu nesta quinta-feira, aos 110 anos, na Austrália.

De origem britânica, Choules nasceu no dia 3 de março de 1901. Serviu na força naval britânica e na australiana. Dedicou-se a carreira militar por 41 anos. Apesar da idade avançada, manteve-se ativo, publicando o seu primeiro livro aos 108 anos.


A história de Stanley Choules começa a se cruzar com a da I Grande Guerra em 1915, quando inicia os treinamentos na marinha britânica. Em 1917, uniu-se ao navio de guerra HMS Revenge, de onde acompanhou a derrota da rival Alemanha.

— Não havia mais sinais de luta contra os alemães quando eles saíram do nevoeiro, às 10 horas — escreveu Choules em sua autobiografia, "The Last of the Last" (O último dos últimos).

Trincheira 

A I Guerra Mundial foi travada na Europa, entre os anos de 1914 e 1918, deixando milhões de vítimas. Por meio da trincheira, escavação em forma de vala, os soldados podiam se proteger, enquanto preparavam-se para atirar. Além das trincheiras, essa inaugurou o uso das metralhadoras e das armas químicas, como o gás mostarda.

Desde a morte do norte-americano Frank Buckles, em fevereiro, Choules e outra britânica, Florence Green, tornaram-se os sobreviventes mais velhos que estiveram na guerra.

Colégio Santa Mônica na Folha Dirigida

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O feitiço de Noel Rosa


Por Carlos Pinho

Sambista por natureza. Poeta em sua essência. Boêmio de corpo e alma. Assim era Noel Rosa, o poeta da Vila, dono de uma obra riquíssima para uma vida abreviada precocemente. Nascido de um parto difícil, os médicos tiveram de usar um fórceps para salvarem a mãe e o filho, causando-lhe a marcante lesão no queixo. Além disso, tinha um problema pulmonar crônico.

Uma preocupação que acabou em samba.

Desde muito cedo, o aspecto franzino de Noel foi motivo de preocupação de sua mãe, dona Marta. Ela não gostava das escapulidas do filho, exigindo-lhe que voltasse cedo para casa. Certa vez, escondeu todas as suas roupas, ao saber que ele sairia num sábado. Os seus amigos, ao chegarem para apanhá-lo, ouviram de um confuso Noel: “Com que roupa?” A situação inusitada virou samba e sucesso no carnaval de 1931.  

A faculdade de medicina

Autor de pérolas da nossa música, como “Feitio de oração” e “Conversa de botequim”, poucos sabem que Noel quase enveredou na carreira de médico. Do período na faculdade, compôs “Coração”. Perdeu-se um médico. Ganhou-se um mestre do samba.

Noel Rosa X Wilson Batista


Noel travou, em sua curta carreira, uma disputa que ficou marcada na história do cancioneiro popular, com o, também sambista, Wilson Batista. Por meio de canções, ambos se alfinetavam e a “briga cantada” teve grande repercussão. Só para se ter uma ideia, a partir dessa rivalidade, surgiram lindos sambas, tais como “Feitiço da Vila” e “Palpite infeliz”.

Mensageiro entre dois mundos

Noel teve grande importância na história do samba, levando o gênero do morro para o conhecimento do asfalto. Numa época em que a distância entre o morro e o asfalto era gritante, o poeta da Vila Isabel – área de classe média – era frequentador assíduo das periferias, onde fez amizade e sambas com nomes do calibre de Cartola, Heitor dos Prazeres, Donga, Ismael Silva, entre outros.

Suas composições são retratos de sua época, verdadeiras crônicas musicadas, feitas sobre os casos mais corriqueiros. Exemplo disso, foi o samba “Não tem tradução”, sobre a moda dos estrangeirismos na nossa língua, causada pela onda dos filmes franceses e americanos ("Amor lá no morro é amor pra chuchu/ As rimas do samba não são ‘I love you’/ E esse negócio de ‘alô’, ‘alô, boy’, ‘alô Johnny’/ Só pode ser conversa de telefone"). Outras, possuem uma triste atualidade, como “Filosofia” ("Nessa podridão sem fim/ Vou fingindo que sou rico/ Pra ninguém zombar de mim").

A Boemia e os últimos anos


A vida boêmia acabou por comprometer a sua, já combalida, saúde. O pouco que ganhava pelas suas composições e a ajuda da mãe, Noel gastava com mulheres e bebidas, no sereno da madrugada. Sofrendo de tuberculose, morreu no Rio de Janeiro, em 04 de maio de 1937, aos 26 anos.

Abaixo, confira o vídeo com a canção "Com que Roupa?", contendo fotos desse baluarte do samba: 

Colégio Santa Mônica no jornal O Globo

terça-feira, 3 de maio de 2011

Catalunha X Realeza muito além dos gramados

Por Carlos Pinho

No mundo do futebol, existem várias equipes que rivalizam e proporcionam partidas de grande repercussão. No Brasil, por exemplo, o clássico mais conhecido é o Fla X Flu. Entretanto, nos últimos anos, nenhum jogo conseguiu movimentar tanto os amantes da bola como um Barcelona e Real Madrid.

Mas vamos, para além dos gramados, conhecer como surgiu essa rivalidade. Ela nasceu a partir de questões sociais, políticas e culturais das regiões onde se encontram esses clubes. E o que isso tudo tem a ver com o futebol?

A cidade de Barcelona é a capital da comunidade autônoma da Catalunha. O idioma catalão é preservado, assim como a sua cultura. Mas não possui autonomia política. O nacionalismo catalão é muito forte e o estatuto espanhol prevê o direito à sua nacionalidade. Algo que, em outras épocas, não existia.  E a equipe da capital foi um símbolo de resistência. Em 1925, durante a ditadura de Primo Rivera (1923-1930), a torcida barcelonista vaiou o hino da Espanha. Em represália ao ato, o clube foi fechado por seis meses e o seu presidente na ocasião, Joan Gamper, pressionado, teve de renunciar. No regime ditatorial do General Franco (1939-1975), as manifestações culturais, que não as castelhanas, foram oficialmente proibidas. Um dos poucos lugares onde se podia falar o idioma catalão era no estádio do Barça, o Camp Nou. 

 Di Stéfano, pelo Barcelona

 Di Stéfano, jogando pelo Real Madrid
Já o Real Madrid é o time da capital espanhola e representa a nobreza e o poder de Madrid. O “Real” que inicia o nome do clube merengue é um título concedido pela realeza. Contudo, a rivalidade acirrou-se a partir de 1953, com a polêmica transferência do craque argentino Alfredo Di Stéfano, do Barcelona para o Real Madrid. Na época, o Real estava em decadência e o grande time madrilenho era o Atlético. Mesmo assim, os torcedores do Barcelona não se conformaram e viram o caso como uma “traição” por parte de Di Stéfano.   

 Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid)

Hoje, essas duas equipes de vastas histórias e tradicionalíssimas vão se enfrentar novamente pela fase semifinal da Liga dos Campeões da Uefa. O jogo será realizado em Barcelona e o clube catalão tem a vantagem do empate e de perder por até um gol de diferença, já que no primeiro jogo, em Madrid, venceu o Real por 2 a 0. Ironia ou não, o time da Catalunha poderá ser campeão da Europa na casa do maior rival, o Santiago Bernabeu, sede da final desta edição do torneio.      

Sandra Martins na TV Novelas

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um 1º de maio para nunca esquecer

Primeira página do Jornal do Brasil de 1º de maio de 1981

No Dia do Trabalho, comemorado ontem, não havia como se esquecer de um 1º de maio de 30 anos atrás, em 1981. Naquele dia, uma bomba no Riocentro tentou calar os trabalhadores. Vivíamos o final da ditadura militar, mas tinha muita gente que não queria "largar o osso". 

Desde 1979, quando o então presidente, General João Figueiredo, decretou a anistia e, logo após, a abertura política, os "anos de chumbo" já tinham data para terminar. Mas se aquela bomba tivesse atingido o alvo talvez tivéssemos permanecido ainda mais tempo sob o jugo dos militares.


Os 20 anos de ditadura foram longos demais. Toda a face mais perversa dela pôde ser mostrada, sem cortes, naquele 1º de maio. Mas, 30 anos depois, o país vive outros tempos. Tempos de democracia. O Brasil ainda não é um paraíso para os trabalhadores. Talvez nunca venha a ser. Até em países desenvolvidos, como a Alemanha e no Japão, os trabalhadores marcharam na rua em protestos ontem. Mas em nosso país ninguém cala mais o povo. Tudo que existe de errado pode ser dito em alto e bom som. E que seja sempre assim! 

 
Viva a democracia!
Parabéns a todos nós, trabalhadores!