segunda-feira, 22 de agosto de 2011

“Cronistas do Futuro” no Engenhão a 15 graus

Foto: Ricardo Ramos

Por Rufino Carmona


Nós, cariocas, não suportamos temperaturas abaixo de 20 graus. Pois ontem, eu e a garotada do projeto “Cronistas do Futuro” que assistíamos ao clássico Vasco da Gama X Fluminense, no Engenhão, passamos por maus bocados. Apesar de todos devidamente agasalhados, sentíamos frio assim mesmo. O jogo parecia ser disputado no Polo Sul ou no Polo Norte. Qual deles é o mais frio? Se alguém souber, era nesse que nós estávamos!

O jogo? Bem, pelo menos nas quatro linhas, a partida até que foi bem quente. Lances de gol para ambos os lados no primeiro tempo e domínio tricolor no segundo.

O cronista Cláudio Lucas, de 11 anos, escolheu Rafael Moura como o melhor em campo e classificou a partida como um grande clássico: “O jogo teve todos os ingredientes de um grande clássico. Os times se respeitaram bastante no início. O Vasco foi prejudicado pela saída prematura do lateral esquerdo Julinho, que sofreu contusão nos primeiros minutos. O zagueiro Gum, do Fluminense, protagonizou a jogada mais bisonha da partida, que acabou originando no pênalti, que Juninho bateu e marcou. Mas o gol de Rafael Moura, aos 16 do 2º tempo acabou por fazer justiça ao domínio do Fluminense”.

O projeto “Cronistas do Futuro” é uma ação da Acerj (Associação dos Cronistas do Futuro do Estado do Rio de Janeiro) em conjunto com a Casa da Empada. A garotada se reúne todos os domingos no Engenhão para comentar os jogos e se deliciarem com as empadas no intervalo.

Domingo que vem, nada menos que Flamengo X Vasco, clássico de maior rivalidade aqui na Cidade Maravilhosa. E os “Cronistas do Futuro” vão assistir à partida mais agasalhados do que nunca!

Olimpíada de Astronomia na mídia






sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Visite o Teleférico do Alemão


Por Carlos Pinho e Rufino Carmona

Antes marcado pela violência e pelos desmandos do crime organizado, o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, respira novos ares e parece vislumbrar dias cada vez melhores. Em pouco mais de dois anos, quando começaram as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), não se pode negar que as mudanças foram impactantes. E a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), esse ano, trouxe algo que os moradores talvez nunca houvessem experimentado: PAZ.

O grande símbolo dessa transformação é um teleférico que liga a antiga estação de trem do bairro de Bonsucesso, agora totalmente remodelada, ao complexo de morros. O que era considerado área de risco, agora virou ponto turístico!


As obras do teleférico começaram em setembro de 2008. O projeto foi inspirado no sistema de Medelin, na Colômbia. O investimento ficou em R$ 210 milhões, um dos maiores do PAC, ainda na gestão do ex-presidente Lula.


Inaugurado em 7 de julho de 2011, pela presidenta Dilma Rousseff, o Teleférico do Alemão possui seis estações e 152 cabines, cada uma com capacidade para transportar até dez passageiros. A viagem, que começa na estação de Bonsucesso, passa pelos morros do Adeus, da Baiana e do Alemão, chegando ao Itararé e depois ao ponto mais alto, a estação Palmeiras. A duração é de cerca de 16 minutos.

Cada estação tem área de lazer para a criançada e vários painéis pintados por artistas locais. Tem um painel, lá nas Palmeiras, de um garoto com seu pião, que é de encher os olhos.


O cenário, lá do alto, é único, deslumbrante. O dia ensolarado abençoou ainda mais a paisagem, enquanto eu fotografava.   

A visita ao teleférico é gratuita até o fim desse mês. No momento, opera de segunda a sexta-feira, das 15h às 20h. A partir de setembro, vai funcionar todos os dias, das 5h à meia noite. Os moradores da comunidade, que se cadastrarem, terão direito a uma passagem de ida e volta diariamente. 


Cariocas e turistas: vale a pena conhecer a nova jóia rara da Cidade Maravilhosa. O Teleférico do Alemão quer recebê-lo de braços abertos, assim como o Cristo Redentor, que já abraça a todos há tantos anos! 

BarraPoint na mídia






quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Os primeiros passos do samba


Quadro de Heitor dos Prazeres

Por Rodrigo Shampoo

No final do século XIX, a modinha, o lundu e o maxixe eram os ritmos musicais nacionais predominantes no cenário carioca, juntamente com os ritmos estrangeiros como a valsa, a polca e a música erudita, muito apreciada pela elite. Com a abolição da escravatura, os negros livres se reuniam nos grandes centros urbanos para dançar e cantar em cultos religiosos de origem africana, preservando sua cultura adaptada à realidade brasileira. Normalmente, os terreiros onde aconteciam essas reuniões eram as casas das tias baianas. E a mais famosa delas foi a da Tia Ciata. Lá, se reuniam também alguns nomes da música brasileira ainda desconhecidos.


Tia Ciata e Tia Josefa

Por ser a capital do Brasil, o Rio de Janeiro atraiu migrantes de todas as partes do país, tornando-se um verdadeiro emaranhado de raças e culturas. O estado desenvolveu então uma música própria, que reunia influências de quase todas as regiões do país. Essa união de pessoas de diversas raças e culturas ocorria em diversas camadas da sociedade, “desde a Casagrande à Senzala”. Foi justamente essa junção de culturas regionais que trouxe os instrumentos das zonas rurais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro e os tambores da Bahia para se unirem aos cultos religiosos de origem africana.

E foi assim que nasceu o samba, em um cenário controverso, pois os ritmos que faziam parte da sua construção, a modinha, o choro, a marcha, o maxixe, o jongo e o lundu, ao mesmo tempo em que eram tocados em grandes salões, em casa de políticos e de intelectuais, eram também renegados por boa parte da elite e perseguidos pela polícia. O samba passou realmente a ganhar força como música nacional com o movimento modernista iniciado por Mario de Andrade e Oswald de Andrade e defendido também por Gilberto Freyre, Graça Aranha, Sílvio Romero, Lima Barreto, Afonso Arinos, entre outros, que buscavam uma valorização da “coisa brasileira”. Os ritmos nacionais, a cultura negra, o mulato e o mestiço foram os principais beneficiados por esse movimento, que seria responsável por uma “reviravolta”, que deixou de lado o vanguardismo internacional para valorizar uma imagem de cultura nacional.


Ao longo da história, há vários relatos sobre encontros de intelectuais, fazendeiros, políticos, aristocratas, escritores e outros membros da elite com músicos das camadas mais populares. Essas reuniões foram fundamentais para o surgimento de ritmos genuinamente brasileiros, como o samba, e, mais tarde, para a transformação deste samba em símbolo da identidade nacional.

Os primeiros registros desses encontros começam no final do século XVIII, com a invenção da modinha. Segundo o historiador Hermano Vianna, “José Ramos Tinhorão, um dos mais importantes historiadores da música popular brasileira, descreve a modinha como um ritmo nacional inventado por mulatos das camadas populares de se tocar canções líricas portuguesas”. As modinhas normalmente abordavam temas amorosos e eram acompanhadas por instrumentos de corda como o violão ou o bandolim.


Após a independência do Brasil, a modinha passou a ser parte integrante da corte, mesmo ainda mal vista por boa parte da nobreza. Mesmo assim, abriu as portas para a entrada do lundu na corte de Dom Pedro I. Em meados do século XIX, a renovação da modinha teve participação de vários segmentos da sociedade brasileira. Como conta Gilberto Freyre: “A modinha foi um grande agente musical de unificação brasileira, cantada, como foi, no Segundo Reinado, por uns ao som do piano, no interior das casas nobres e burguesas, por outros, ao som do violão, ao sereno ou à porta até de palhoças”.

Catulo da Paixão Cearense

Catulo da Paixão Cearense foi um bom exemplo da unificação das classes populares com a elite. Teve papel fundamental na mediação das classes sociais. Foi durante a belle époque carioca, entre 1898 e 1914 – um período em que a elite tentava pôr fim ao Brasil antigo, um Brasil “africano”, endeusando o modelo de civilização parisiense – que Catulo da Paixão Cearense e o violonista João Pernambuco conquistaram a elite com músicas regionais. Suas modinhas faziam sucesso nas reuniões lítero-musicais e nos saraus nas casas de políticos e de intelectuais, e até mesmo no Palácio do Catete.

Ainda assim, com o sucesso alcançado pela música sertaneja e pela modinha, os ritmos europeus e norte-americanos dominavam os salões durante os carnavais. Apesar do domínio estrangeiro, o repertório da folia brasileira era bem variado, ía desde o lundu, o maxixe e o xote à valsa, ao foxtrote e à polca. Essa mistura de música estrangeira com alguns ritmos nacionais imperou por décadas nos carnavais até o samba se consolidar, em meados da década de 1930.

Margutta na mídia




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

À vista ou a prazo?



Por Rufino Carmona

Conheço muita gente que diz o seguinte: “Compro tudo à vista. Nunca fiz uma prestação na vida e nem tenho cartão de crédito”. Quem sou eu para discordar dessas pessoas. Se conseguem viver bem dessa maneira devem seguir nesse mesmo rumo. Mas a questão não é dizer quem está certo ou errado, até porque, nessa história, não existe nada que seja absolutamente certo nem absolutamente errado.

A grande questão é tentarmos visualizar a situação por diferentes ângulos e chegarmos à conclusão sobre qual o melhor caminho para percorrermos. Em primeiro lugar, é indiscutível que, ao parcelar uma compra, o estabelecimento embute juros, apesar de afirmar o contrário.

Como é possível se pagar uma mercadoria à vista pelo mesmo preço do que em dez vezes? Então, gente, quando optar pelo pagamento à vista, você deve pedir um bom desconto. Geralmente, as lojas oferecem entre 3% e 5%, se você pedir, é claro. Se não pedir, vai pagar o mesmo que a prazo.

Mas, no meu entender, o desconto deveria ser de, no mínimo, 10%. Os juros brasileiros são tão altos que a perda desse lojista quando vende em prestações certamente é muito superior a 10%. E quem disse que ele perde?

Então já sabemos que o pagamento à vista precisa ser bem recompensado. Agora, se você sabe controlar suas despesas e trabalha bem com o cartão de crédito e com o cheque especial, as parcelas são muito bem vindas sim. Você pode adquirir um bem, que não teria como pagar à vista, parcelando por vários meses.

Como eu já ressaltei em outras colunas, ter crédito é muito bom e muito saudável para a economia como um todo. Quando compramos, ainda mais a crédito, isso impulsiona os empresários a investirem mais, o que gera mais empregos e mais vendas e novamente mais empregos e mais vendas e assim por diante. É um circulo virtuoso. O crédito alavanca a economia, gera riqueza, renda e, em conseqüência, empregos.

Mas se você, apesar de não saber usar muito bem o crédito, mesmo assim não consegue guardar dinheiro para comprar à vista? Uma boa solução é pedir a orientação de um membro da família que tenha mais familiaridade com o assunto ou mesmo o seu gerente do banco. Mas se for ao gerente, cuidado para ele não vender para você seguros, títulos de capitalização e um montão de outros produtos e serviços de que você não esteja precisando no momento.

Enfim, não existe uma resposta certa para a pergunta proposta no título dessa postagem “À vista ou a prazo?”. Quem decide é você. Então, já que é assim, decida bem!

Sling Training na mídia





terça-feira, 16 de agosto de 2011

PODER!


Sérgio Mattos na agência 40 graus - Foto: Ribamar Filho
Por Ribamar Filho

Para quem mora no interior e tem um sonho a realizar na cidade grande, uma dica: siga a sua intuição. Foi esse o sentimento que tive ao conhecer um pouco mais da rica história do manager Sérgio Mattos, um dos grandes nomes da moda brasileira. Sua agência, a 40 graus models, é uma das mais respeitadas do ramo.

Mas quem pensa que sua carreira foi permeada por flores desde o início, se engana redondamente. Ele enfrentou muitos espinhos. Saiu do interior da Bahia, ainda jovem, e veio tentar a sorte no Rio de Janeiro. Aqui, estudou teatro e descobriu que tinha verdadeira paixão pela arte. Entre os 17 e os 22 anos fez cursos e workshops na área, além da faculdade de jornalismo. Nesse mesmo período, começou a ministrar aulas na área de moda. Depois de uma breve passagem como modelo, aos 22 anos, foi trabalhar na loja Yes Brasil, onde conheceu produtores, assistiu a desfiles e descobriu o seu maior talento, o de descobrir talentos. Depois, como ele próprio diz, tudo foi acontecendo. Foi “Poder”!

Em 1988, a Elite Models o levou para o seu casting de agentes. Passou também pela Mega Models e pela Next New York. Descobriu nomes como Daniella Sarahyba, Raica, Cauã Reymond, Marcio Garcia, Paulo Zulu, Juan Alba, Carlos Casagrande, Maria Fernanda Candido, Ana Beatriz Barros entre tantos outros nomes conhecidos. Mas foi em 1994 que descobriu uma garota chamada Gisele. O resto da história dela todo mundo já conhece, não é mesmo?

Sergio em frente ao casting feminino da agência - Foto: Ribamar Filho
Após anos e anos de trabalho, alçou voo solo e inaugurou a 40 graus models em 2004. Isso mesmo! A agência de Sérgio Mattos tem apenas sete anos de idade e já é uma das mais requisitadas e conhecidas no ramo. Ela é “Poder”, literalmente.

À frente da 40 graus, continua descobrindo novos talentos: “Sempre estou de olho. Carrego os cartões da agência para todos os lugares. Todos mesmo. Já vi ótimos perfis na fila do cinema, em restaurantes e até capinando em cidades do interior”, conta.

Mas o que é preciso para seguir carreira nessa área de Sérgio Mattos? Quem respondeu festas e muito glamour, se enganou: “É preciso ralar muito. É necessário ter atitude, personalidade e uma boa estrutura psicológica, pois neste ramo se ouve muitos nãos”. Hoje, ele recebe mais de 200 perfis diários de jovens que pretendem fazer parte do seu casting e aparecem boas surpresas.

Luisa Ravagnani e Lucas Kittel, apostas da 40 graus
Sobre apostas, ele enfatiza que a indústria da moda demanda hoje modelos de traços fortes, que fazem o tipo andrógino. Na 40 graus, dois destaques: Luisa Ravagnani e Lucas Kittel.

Sergio Mattos, por ele mesmo, é um cara dedicado à carreira, que gosta de música, leitura, teatro, cinema e que adora relaxar. E baladas, só de vez em quando: “adoro um lugar mais tranqüilo”.

Para conhecer um pouco mais do trabalho desse baiano, que tem muito “PODER”, basta acessar http://www.40grausmodels.com/ ou o blog: http://bloglog.globo.com/sergiomattos/

Nomangue na mídia




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Estamos no caminho certo

Matéria de “O Globo” de ontem (14/08/2011)


Por Rufino Carmona

Meu domingo sempre começa do mesmo jeito: levanto, abro a porta de casa e pego “O Globo”. Abro o jornal direto em que seção? Claro! Na seção de Esportes. Ontem, também foi assim. Mas teve um gostinho todo especial. Eis que nas páginas centrais do caderno, dou de cara com um tema muito semelhante ao que o nosso historiador, e agora jornalista, Carlos Pinho, escreveu em 3 de maio desse ano: “Catalunha X Realeza muito além dos gramados”.

É muito gratificante notar que “O Globo”, o maior jornal do país, se aprofundou em um assunto que nós havíamos tocado há três meses, quando Barcelona e Real Madrid disputavam a semifinal da Liga dos Campeões da Europa.  

Nosso blog é fruto de um trabalho conjunto de uma equipe pequena, que tem um milhão de outros afazeres, mas que se esforça, ao máximo, para lhe entregar diariamente matérias de qualidade. E vejo que estamos no caminho certo, com bons textos e temas que, além de instigarem o leitor, estão na pauta de grandes publicações.

Parabéns Carlos Pinho, parabéns a toda equipe da MercadoCom e principalmente a você, querido leitor, que nos prestigia diariamente. 

Matéria do blog da MercadoCom de 3 de maio de 2011


Sistema Elite de Ensino na mídia






sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Visite Gramado

A Hortênsia, símbolo da cidade

Por Tiberius Drumond*


Quem chega na cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, tem a nítida sensação de que aportou em um país europeu, mais precisamente na Alemanha, já que a arquitetura germânica está por toda parte. Além da beleza natural, adornada por hortênsias, símbolo principal da cidade, outro fator que impressiona é a infra-estrutura. As ruas não têm semáforos e, mesmo assim, nada de acidentes nem de engarrafamentos e, muito menos, desrespeito aos pedestres. Quando um pedestre pisa na faixa para atravessar, os carros param. Mas param mesmo, gente! Eu testemunhei. 

Gramado é uma cidade modelo, exemplo para o turismo no Brasil. Atualmente, é o quarto principal destino dos turistas de todo o país e o primeiro do povo do Rio Grande do Sul. Com pouco mais de 31 mil habitantes, o município recebe anualmente 2,5 milhões de visitantes. 



Mas não é só de beleza que vive Gramado. A cidade também é referência na Sétima Arte. Acontece no Palácio dos Festivais anualmente o Festival de Cinema de Gramado. O desse ano começou no último dia 5 de agosto e vai até amanhã. Criado a partir de uma Mostra, em 1969, o evento reúne os principais atores e diretores do país. Essa edição vai exibir sete longas e 16 curtas nacionais, além de seis longas estrangeiros e de mostras de filmes produzidos por cineastas gaúchos. Todos disputando o famoso Kikito, importante reconhecimento em nível nacional e internacional. 

Bem em frente ao Palácio, do outro lado da via principal, fica a bela Rua Coberta, local de grades eventos, e que reúne também restaurantes e bares muito badalados, além das gostosíssimas lojas de chocolate. É um tipo de point para as noites na Serra Gaúcha.

O Lago Negro

Mas o que não falta mesmo em Gramado são pontos turísticos. Para os apaixonados, indico o Lago Negro, ideal para um bom piquenique e para andar nos pedalinhos em forma de cisnes. Vale a pena contornar todo o lago. É um colírio para os olhos. Quem não quiser ir a pé, pode alugar uma bicicleta.

O Lago Negro recebeu esse nome, porque, ao seu redor, foram plantadas árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha. Suas águas são profundas e de um verde escuro carregado, refletindo o alto dos pinheiros, que se alternam com o colorido das azaléias no inverno e o azul das hortênsias no verão.

Vamos para o Zoológico. É bem diferente dos que conhecemos. No lugar das grades e das jaulas, vidros blindados e enormes viveiros de imersão reproduzem, com fidelidade, o habitat das espécies. Por ficar bem no alto, durante o percurso, o visitante pode admirar os vales da Serra Gaúcha. Atualmente, o parque possui 1.500 animais. Existe até a opção de o passeio ser feito à noite para se conhecer melhor as espécies de hábitos noturnos. Demais, não é mesmo? E a infra-estrutura é de altíssimo nível. Coisa de Primeiro Mundo.


O Minimundo

Para os apaixonados por miniaturas, como eu, o Minimundo é um prato cheio. O parque apresenta réplicas, em miniatura, de diversas atrações turísticas mundiais, ambientadas ao ar livre. Destaques para os castelos alemães de Neuschwanstein (entre a Alemanha e a Áustria e que serviu de inspiração para Walt Disney produzir o Castelo da Bela Adormecida)  e de Lichtenstein (conhecido como o "Castelo do Conto de Fadas").

Algumas construções no Minimundo ganham vida através de sonorização e da presença de cerca de 2.500 mini-habitantes. Suas ferrovias, rios e estradas, tudo, é claro, em miniatura, permitem a integração do centro aos bairros e áreas rurais. Eu não queria arredar o pé de lá, mas a patroa me puxou. “Vamos conhecer outros lugares, Tiberius”. E lá fui eu.

Museu de Cera

Um pouco distante do centro, visitamos o único museu de cera da América Latina, o Dreamland. É o primeiro projeto do gênero a apresentar ícones do cinema e da cultura pop de toda a America Latina. Mais de 50 astros do cinema e personalidades distribuídos em cenários temáticos. Quatro bonecos me chamaram a atenção: Shrek, Indiana Jones, Dick Tracy e Lady Di. Perfeitos!

Hollywood Dream Cars

Pertinho dali, duas exposições: uma para carros antigos (Hollywood Dream Cars) e outra para a tão admirada Harley-Davidson (Harley Motor Show - Museu de Motos). Gostando ou não de carros e motos, vale a pena conferir. E quem gosta, sai “babando”.

Uma dica: antes de ir embora, tire fotos nos pórticos da cidade. Vale a pena guardar de recordação!

Gramado é um lugar para se visitar com bastante calma. Infelizmente, não deu tempo de conhecer tudo. Mas espero voltar, em breve, para conferir todas as atrações que deixei para trás.


* Fotos: Tiberius Drumond.

A MercadoCom deseja. . .