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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O calvário vascaíno



Por Carlos Pinho
No início de 2012, com a saída do diretor executivo, Rodrigo Caetano, a diretoria do Vasco da Gama resolveu escrever o roteiro de um filme. As primeiras páginas já davam a tônica de um enredo que se rechearia com trapalhadas, intrigas, drama nas arquibancadas e muito terror dentro de campo. Não teve suspense, pois, no fundo, todos já sabiam onde, mais cedo ou mais tarde, acabaria a trama.
Rodrigo Caetano teve papel central no projeto que levaria o Vasco de volta à elite do futebol brasileiro, em 2009, e na montagem do elenco vencedor da Copa do Brasil de 2011. Ademais, conseguia, como poucos (em se tratando de Vasco), “blindar” o vestiário da efervescência política e da rede de boatos que rondam o clube. As dificuldades financeiras não deixaram de existir com ele, mas o foco era outro: a luta por títulos.

A saída dele - por conta de divergências que diziam respeito, entre outros pontos, à forma como as divisões de base eram conduzidas – desmantelou toda uma estrutura exitosa que tinha tudo para render ainda mais frutos.
Se, em 2011, o vascaíno viveu uma lua de mel com o time, 2012 já colecionaria uma série de trapalhadas. A incompetência em conseguir as tão suplicadas certidões negativas de débito, o desmanche de um elenco vencedor, a insistência em atribuir todo insucesso à “herança maldita” da gestão de Eurico Miranda, o sucateamento do clube, contratações equivocadas e os atrasos salariais recorrentes. Só para citar algumas mancadas, pois a lista é muito mais extensa.
Todos esses fatores foram evidenciando a incapacidade do mandatário do clube, Roberto Dinamite, de aprender com o passado – bem recente, por sinal – e o seu despreparo. Para piorar, viu-se isolado politicamente, com a debandada dos outrora aliados da sua diretoria e o crescimento de uma oposição fragmentada e conturbadíssima. O desfecho não poderia ser outro: mais um rebaixamento, o segundo em cinco anos (ambos com Dinamite no comando). 
Em meio à tempestade, eis a pergunta que povoa o hall das indagações de cada vascaíno: o que esperar de 2014? Eu, sinceramente, não sei. Os rumos políticos do cruzmaltino – que terá eleição ainda sem data definida – cantarão a pedra sobre como será o amanhã em São Januário. Uma coisa é certa: o Vasco vai precisar da união de forças para se reerguer.

Por fim, deixo alguns questionamentos para você, torcedor do Gigante da Colina, de tantas histórias e glórias: de agora em diante, como você verá Roberto Dinamite? Como separar o ídolo do presidente? Será que a sua idolatria está ameaçada?
Vejamos a sequência dessa saga... 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O futebol carioca



Por Ribamar Filho
Vamos, a partir de amanhã, publicar artigos de torcedores de cada um dos quatro grandes clubes de futebol do Rio de Janeiro. E, a cada mês, esses mesmos cronistas vão participar do blog da MercadoCom fazendo comentários sobre seus respectivos times.
A iniciativa tem por objetivo discutir o futebol do nosso estado e levantar algumas sugestões para alavancá-lo. Um problema que certamente deverá ser abordado é a falta de estrutura dos quatro e suas enormes dívidas. Perdemos feio para outros grandes centros. Ganhamos ainda campeonatos em nível nacional mais pela força das nossas camisas do que por organização e planejamento. 

A ordem de entrada dos artigos vai ser a seguinte: Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense e Botafogo. E fica a nossa torcida para que os quatro, no ano que vem, em diferentes frentes, engrandeçam o nome do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sua imensa torcida é bem feliz!



Por Carlos Pinho


Foram oito anos de espera. Mas valeu a pena. A torcida do sempre grande Vasco da Gama explodiu em alegria aos 49 minutos do segundo tempo de um jogo épico, com requintes de crueldade, desde que o Coritiba marcou o seu terceiro gol, aos 18 do segundo tempo, e encurralou os cruzmaltinos por exatos 31 minutos. Mas veio o alívio. Veio o título da Copa do Brasil. Veio a vaga para a Taça Libertadores da América em 2012.



O presidente Roberto Dinamite merece. Como sofreu o maior ídolo do Gigante da Colina desde que herdou uma estrutura desgastada e esfacelada por Eurico Miranda, responsável pela queda vertigionasa e humilhante de um Vasco da Gama que não merecia o destino que vinha trilhando nesses últimos anos. O trabalho do presidente foi louvável.




E o que dizer de Ricardo Gomes? Um técnico que acaba de entrar no seleto rol dos maiores do Brasil. Um verdadeiro líder, que comandou o principal líder em campo, o veterano e vascaíno Felipe e jogadores como o zagueiro Dedé, o atacante Alecsandro e o meio campista Diego Souza. E não podemos esquecer de um espetacular goleiro chamado Fernando Prass.



É lindo. É emocionante. Não existem palavras para descrever a volta por cima, a redenção cruzmaltina, que do fundo do poço da 2ª divisão do Brasileirão de 2009, chega a mais uma conquista nacional de tantas outras que acumula em sua gloriosa história.


Casaca! Casaca! A turma é boa, é mesmo da Fuzarca! Vaaaaaaaaaaaaaaaaascooooooooooooo! Vaaaaaaaaaaaaaaaascooooooooooooo! É campeão! É campeão!


Viva o Vasco da Gama! O grande campeão da Copa do Brasil em 2011! 

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Cronistas do Futuro" no clássico Fluminense X Vasco

Crédito fotográfico: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Por Carlos Pinho


O clássico Fluminense X Vasco foi equilibrado na visão dos “Cronistas do Futuro”. O tricolor chegou empolgado pela heroica vitória sobre o América-Mex, na Libertadores, enquanto o Vasco vinha em ascensão no Estadual.

Bruno Alexandre, de 14 anos, ressaltou a superioridade tricolor no início do primeiro tempo. Mas, segundo ele, “o tempo técnico foi um divisor de águas”. A equipe vascaína voltou melhor para o restante da partida. Destacou a boa atuação do meia Felipe e a estreia discreta do centroavante Alecsandro.

Alexandre Lima, de 13 anos, fez sua análise: “O Fluminense não mostrou um bom futebol, apesar da presença de jogadores como Fred, Conca, Emerson e da entrada do meia Deco no segundo tempo. Já o Vasco vem se acertando aos poucos. Com a presença de Alecsandro, tende a melhorar muito, pois é um jogador que conhece muito bem o caminho do gol”. Resumindo o que foi a partida, nosso cronista disse: “O jogo foi lá e cá”.

Fábio Augusto, de 12 anos, chamou a atenção para o desempenho do goleiro do Fluminense: “A partida foi bem disputada pelas duas equipes, mas o Vasco teve mais felicidade nas finalizações. Os goleiros também tiveram boas atuações, com grandes defesas. Principalmente o tricolor Ricardo Berna”.

Perguntei aos Cronistas do Futuro qual foi o melhor jogador da partida. Eles escolheram o meia Felipe, do Vasco da Gama. No intervalo da partida, enquanto saboreavam as deliciosas empadas da Casa da Empada, eles debateram sobre o futuro do futebol carioca sem o Maracanã, que só deverá estar pronto em 2013. Bruno Alexandre trouxe uma sugestão aos dirigentes dos clubes que usarão o Engenhão frequentemente nesse período: “Para os próximos campeonatos, Flamengo, Fluminense e Botafogo deveriam fechar uma parceria para que, em conjunto, cuidassem da manutenção do estádio”. Fica a dica!

O projeto “Cronistas do Futuro” é uma parceria entre a Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj) e a Casa da Empada. Reúne jovens de sete a 14 anos com o objetivo de estimular o debate e a análise das partidas realizadas aos domingos no Engenhão. As empadas, no intervalo, repõem a energia da garotada.

Botafogo e Resende jogarão no próximo domingo pela sexta rodada da Taça Rio às 18h30. E os “Cronistas do Futuro” estarão conferindo o jogo do Glorioso sob o comando de Caio Júnior.

quinta-feira, 24 de março de 2011

"Cronistas do Futuro" no Engenhão

Garotada do projeto "Cronistas do Futuro" no jogo Vasco da Gama X Botafogo no último domingo - foto de Carlos Pinho

segunda-feira, 21 de março de 2011

“Cronistas do Futuro” comentam passeio vascaíno

Diego Souza comemora gol em sua estreia no Vasco
Crédito fotográfico Maurício Val/VIPCOMM
Por Carlos Pinho

Na visão dos “Cronistas do Futuro”, o Vasco da Gama passeou ontem à tarde no Engenhão diante de um fragilizado Botafogo. A partida, por si só, já tem muita história. Mas a estreia de Diego Souza mobilizou a torcida cruzmaltina, que compareceu em maior número que a do rival. Com dois golaços, um dele próprio, de Diego e outro de Éder Luís, os 2 a 0 até que ficaram barato demais.

O cronista do futuro, Fábio Cordeiro, de 12 anos, ressaltou que a melhora do setor defensivo vascaíno foi fundamental para a vitória. Em contrapartida, o Botafogo, apesar do esquema retrancado de Joel Santana, não conseguiu segurar o Trem Bala da Colina, apelido da moda entre os torcedores.

Bruno Lima, de 14 anos, destacou o comportamento da equipe comandada por Ricardo Gomes durante as duas etapas: “Em grande parte do primeiro tempo, o Vasco foi melhor, mas não chegou a dominar o jogo. No segundo tempo, entretanto, o domínio foi total, principalmente depois da parada técnica”. Para ele, o melhor jogador da partida foi o meia Felipe.

Caroline Donadella, de 12 anos, considerou a atuação da equipe de General Severiano ruim. Mas o balanço final do jogo, na sua visão, foi bom. O estreante da noite, o meia Diego Souza, foi o craque do jogo na sua opinião.

Debatendo sobre o reencontro do Vasco do Gama com o bom futebol, perguntei ao cronista do futuro, Alexandre Lima, de 13 anos, sobre o que achava da nova formação da equipe, reforçada agora por Diego Souza: “O novo meio campo do Vasco foi muito mais criativo e movimentou-se o tempo todo. Mas faltou um homem de referência no ataque”, respondeu.

O projeto “Cronistas do Futuro” é fruto da parceria entre a Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj) e a Casa da Empada. Reúne jovens de 7 a 14 anos com o objetivo de analisar as partidas disputadas aos domingos no Engenhão. As empadas, no intervalo, repõem a energia da garotada.

Fluminense e Vasco farão, no próximo domingo, mais um clássico eletrizante pela Taça Rio. E os “Cronistas do Futuro” estarão novamente acompanhando cada jogada.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Cronistas do Futuro comentam o Fla X Flu


Os craques não brilharam como o esperado
Crédito: foto de Ivo Gonzalez
Por Carlos Pinho

Flamengo e Fluminense fizeram o primeiro clássico da Taça Rio sob o olhar atento dos Cronistas do Futuro. Para a alegria da garotada, que estava praticamente no meio da torcida tricolor, muito pó de arroz e chuva de papéis picados na entrada do time no gramado. Mas o jogo não saiu do 0 a 0. E os cronistas do futuro acompanharam até o fim esse clássico de tantas tradições.

O projeto “Cronistas do Futuro” reúne jovens entre 7 e 14 anos com o objetivo de fazer uma análise das partidas disputadas no estádio Olímpico João Havelange, o popular Engenhão. Dão notas para os atores do espetáculo da bola, os jogadores. Escolhem o craque e comentam o jogo. No intervalo, repõem as energias saboreando as deliciosas empadas da Casa da Empada.

Na opinião de Caio Moneró, de 10 anos, o Fluminense começou melhor, teve chance de abrir o placar, mas o Flamengo acabou melhorando no segundo tempo. Torcedor do Fluminense, arriscou um placar para a partida decisiva contra o América do México, pela Copa Libertadores: 2 a 1.

Na visão de Marco Moneró, de 10 anos, o Fluminense dominou a partida, teve mais posse de bola. Apesar disso, o melhor jogador da partida, na sua opinião, foi Ronaldinho Gaúcho. E a empada de que mais gostou foi a de queijo.

Vinícius Diniz, de 9 anos, deu nota 7 para a atuação do Flamengo. Para ele, mesmo com os bons resultados, a equipe ainda precisa melhorar um pouco. A sua empada predileta é a de frango.

Fábio Augusto, de 12 anos, não poupou elogios ao Projeto Cronista do Futuro: “É um ótimo projeto, pois dá espaço para os nosso comentários. E as empadas são muito gostosas. A Acerj e a Casa da Empada estão de parabéns”!

O rubro-negro, com o empate, mantém-se na liderança do Grupo A, com 7 pontos. Enquanto o Fluminense é o segundo colocado do Grupo B. No próximo domingo, teremos Botafogo X Vasco da Gama e os nossos Cronistas do Futuro estarão no Engenhão, analisando cada lance.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cronistas do Futuro analisam "Clássico dos Milhões"

Foto: Jornal do Brasil
                   
Por Carlos Pinho


No último domingo, os “Cronistas do Futuro” presenciaram um grande clássico do futebol brasileiro no Engenhão: Vasco e Flamengo. O rubro-negro fez valer o seu favoritismo e venceu a partida por 2 a 1. O ponto alto da partida foi a pintura de gol proporcionada pelo meia Thiago Neves.

Segundo Fábio Augusto, de 12 anos, participante do projeto “Cronistas do Futuro”, o equilíbrio marcou o início do jogo, mas, aos poucos, o Flamengo foi dominando as ações. No segundo tempo, o rubro-negro diminuiu o ritmo e o Vasco cresceu na partida. Para João Maurício, de 12 anos, o melhor da partida foi o volante Willians, sempre valente na marcação e eficaz nos desarmes. Vinicius Diniz, de 9 anos, considerou ruim a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique. Já Leonardo Mansor, de 14 anos, elogiou a iniciativa da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj), em parceria com a Casa da Empada, dizendo-se muito feliz por sempre participar do projeto.

Dando asas à criatividade da garotada, o projeto “Cronistas do Futuro” reúne jovens entre 7 e 14 anos com o objetivo de fazer uma análise das partidas disputadas no estádio Olímpico João Havelange, o popular Engenhão. Olhos atentos no campo, enquanto saboreiam deliciosas empadas. Ao final da partida, elegem o melhor jogador e a melhor empada, é claro.

O jogo começou truncado, com as duas equipes se estudando. Mas já dava para perceber as duas propostas. Enquanto o Flamengo mostrava mais vontade de chegar ao gol, o Vasco se defendia, como podia, para evitar as subidas de Léo Moura e sua turma. Só que não suportou por muito tempo. Aos 22 da primeira etapa, Léo chuta cruzado e Deivid, na pequena área, empurra para o gol vazio. E aos 44, após receber um lançamento primoroso de Renato Abreu, Thiago Neves aplicou um chapéu desconcertante em Fernando Prass e completou de coxa para a meta cruzmaltina. No segundo tempo, o Vasco saiu mais para o jogo e conseguiu descontar com o volante Rômulo, após confusão na área rubro-negra.

O Flamengo, com a vitória, consolida sua liderança com 100% de aproveitamento, enquanto o Vasco amarga a lanterna do Grupo A da Taça Guanabara, tendo fracassado em todas as partidas até o momento.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cronistas do futuro agora no Engenhão


Por Rodrigo Shampoo

Num Engenhão quase lotado, para o empate em 1 a 1 entre Vasco x Flamengo, o projeto "Cronistas do Futuro" da Acerj (Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro) voltou com força total. Dividindo espaço com jornalistas consagrados na tribuna da imprensa, crianças, de 7 a 14 anos, ficaram antenadas na partida.

O projeto, promovido pela Acerj com o apoio da Casa da Empada, começou no Maracanã. Com o fechamento do estádio para as obras da Copa do Mundo de 2014, passou agora para o Engenhão.

As crianças analisaram o jogo como verdadeiros jornalistas e deram nota para os jogadores. O que faltou de emoção no clássico dos milhões, sobrou para a molecada, que, animada, divergia sobre o melhor jogador em campo. O escolhido foi Diego Maurício, do rubro negro.

No intervalo, a hora do lanche. As empadas de frango, camarão e maçã da Casa da Empada fizeram sucesso. Mas a curiosidade maior ficou por conta da torcida do Vasco, que jogava papel higiênico no campo. Foram rolos e mais rolos. Dois deles atingiram a minha cabeça, mas eu não fiz tomografia. Cabelo é que não me falta. E ainda bem que os rolos jogados não estavam usados!