quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Aproveitem o dia!


Por Rufino Carmona

Tive o imenso e inenarrável prazer de assistir, do início ao fim, na Globo (terminou às 4h20 da madrugada de hoje) "Sociedade dos Poetas Mortos", o maior filme de Robin Williams e o filme que mais marcou a minha vida e que certamente marcou a vida de muitas pessoas ao redor desse mundo. Para quem não acredita em nada além da matéria, eu tenho muitos relatos de coisas que transcenderam à carne na minha própria vida e hoje tive mais uma.

Fui acordado, como que "por encanto", exatamente no segundo que iria começar o filme na Rede Globo. Fui dormir por volta de 23h e acordei pouco depois das 2h da madrugada. Liguei rapidamente a TV, porque sabia que iria passar o filme. Não esperava assisti-lo, mas, já que acordei, não me custava nada ver em qual parte estava. E, para minha surpresa, estava começando naquele exato momento. Agradeço a Deus a possibilidade de tê-lo visto mais uma vez.

É claro que eu poderia buscá-lo em uma locadora. Mas, como a vida sempre nos leva a fazer mil coisas antes do que planejamos, certamente também eu não iria nessa locadora pegar o filme é nunca. Então, quem me acordou naquele momento, quem quer que tenha sido, eu agradeço do fundo do meu coração, porque é uma história que mexe com os nossos neurônios e com os nossos sentimentos mais profundos, apesar de se passar praticamente toda dentro de um colégio interno de meninos.

Uma linda história de amor à arte desse ator que nos deixou, na última segunda-feira, por livre e espontânea vontade, vítima que era de um estado de profunda depressão. Logo no iniciozinho de "Sociedade dos Poetas Mortos", Robin Williams, o capitain, my capitain, modo pelo qual os garotos, seus alunos, o chamavam, mostrou várias fotos de turmas do passado daquele mesmo colégio, enfatizando, para aquelas almas ainda tão jovens, a importância de se viver aquele dia como se fosse o primeiro dia e também como se fosse o último dia. É a primeira vez, no filme, que é usado o termo em latim "Carpe Diem", que significa aproveite o dia. Na cena, Robin chega a dizer para os moleques que aqueles garotos das fotos tão potentes, tão cheios de hormônios, hoje em dia não passam de pó. Parece que falava para ele próprio. E certamente falava mesmo.

Nesse mesmo filme, uma grande tragédia, semelhante ao fim trágico de Robin, também se desenrola, mostrando que, muitas vezes ou quase todas as vezes, a vida imita a arte. Muito obrigado Robin Williams por ter protagonizado o melhor filme, na minha modesta opinião, de todos os tempos. Viva a Sociedade dos Poetas Mortos!


Um comentário:

Arthur Claro disse...

Muito bom esse post, parabéns.

Arthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com