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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

"'O Captain! My Captain!' para sempre"

Vale a pena ler o artigo do jornalista André Miranda, de "O Globo", sobre a carreira e a importância de Robin Williams, não só para a história do cinema, mas também para uma geração repleta de sonhos.


Aproveitem o dia!


Por Rufino Carmona

Tive o imenso e inenarrável prazer de assistir, do início ao fim, na Globo (terminou às 4h20 da madrugada de hoje) "Sociedade dos Poetas Mortos", o maior filme de Robin Williams e o filme que mais marcou a minha vida e que certamente marcou a vida de muitas pessoas ao redor desse mundo. Para quem não acredita em nada além da matéria, eu tenho muitos relatos de coisas que transcenderam à carne na minha própria vida e hoje tive mais uma.

Fui acordado, como que "por encanto", exatamente no segundo que iria começar o filme na Rede Globo. Fui dormir por volta de 23h e acordei pouco depois das 2h da madrugada. Liguei rapidamente a TV, porque sabia que iria passar o filme. Não esperava assisti-lo, mas, já que acordei, não me custava nada ver em qual parte estava. E, para minha surpresa, estava começando naquele exato momento. Agradeço a Deus a possibilidade de tê-lo visto mais uma vez.

É claro que eu poderia buscá-lo em uma locadora. Mas, como a vida sempre nos leva a fazer mil coisas antes do que planejamos, certamente também eu não iria nessa locadora pegar o filme é nunca. Então, quem me acordou naquele momento, quem quer que tenha sido, eu agradeço do fundo do meu coração, porque é uma história que mexe com os nossos neurônios e com os nossos sentimentos mais profundos, apesar de se passar praticamente toda dentro de um colégio interno de meninos.

Uma linda história de amor à arte desse ator que nos deixou, na última segunda-feira, por livre e espontânea vontade, vítima que era de um estado de profunda depressão. Logo no iniciozinho de "Sociedade dos Poetas Mortos", Robin Williams, o capitain, my capitain, modo pelo qual os garotos, seus alunos, o chamavam, mostrou várias fotos de turmas do passado daquele mesmo colégio, enfatizando, para aquelas almas ainda tão jovens, a importância de se viver aquele dia como se fosse o primeiro dia e também como se fosse o último dia. É a primeira vez, no filme, que é usado o termo em latim "Carpe Diem", que significa aproveite o dia. Na cena, Robin chega a dizer para os moleques que aqueles garotos das fotos tão potentes, tão cheios de hormônios, hoje em dia não passam de pó. Parece que falava para ele próprio. E certamente falava mesmo.

Nesse mesmo filme, uma grande tragédia, semelhante ao fim trágico de Robin, também se desenrola, mostrando que, muitas vezes ou quase todas as vezes, a vida imita a arte. Muito obrigado Robin Williams por ter protagonizado o melhor filme, na minha modesta opinião, de todos os tempos. Viva a Sociedade dos Poetas Mortos!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Filme sobre a morte de Bin Laden


Passados pouco mais de 20 dias da morte do terrorista Osama Bin Laden, um filme retratando seu dia derradeiro já tem previsão de estreia: o segundo trimestre de 2012. A produção (que ainda não tem título definido) vai contar com a direção de Kathrym Bigelow, vencedora do Oscar em 2010, por “Estado de Guerra”. O roteiro ficará a cargo de Mark Boal.

Notabilizada por utilizar a sua experiência como jornalista investigativa mesclando traços documentaristas na elaboração de suas tramas, Bigelow fez história na premiação do Oscar, como a primeira mulher a vencer a categoria direção.

O roteiro dessa nova produção já vinha sendo elaborado antes mesmo da morte do líder da AlQaeda, mas teve de ser refeito por conta desse acontecimento histórico. Para a construção do tema, Kathrym e Boal acompanharam de perto uma equipe de operações especiais dos Estados Unidos, exatamente a que foi responsável pela execução de Bin Laden, a Navy Seals.

A Sony detém os direitos de distribuição do longa, que promete ser o grande sucesso de bilheteria do próximo ano. Amy Pascal, vice-presidente da multinacional, está otimista com o novo projeto cinematográfico: “Com a morte de Osama Bin Laden, este filme não podia ser mais relevante”, ressalta.