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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A festa da democracia


Estamos prestes a participar da 7ª eleição direta e seguida para a presidência da República. Trata-se de um feito notável para um país que viveu por 21 anos o terror de uma ditadura. Que o candidato escolhido para ocupar o principal posto do executivo nacional faça jus à tarefa de conduzir o Brasil, com força, para enfrentar os desafios futuros e os que já se fazem presentes. E que nós, o povo, não nos esqueçamos jamais da nossa força, demonstrada nas manifestações de 2013 e a cada dia na construção de um país mais justo e sobretudo na consolidação da democracia.

Viva o Brasil!

  

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fernando Henrique Cardoso


Por Rufino Carmona

Nesses últimos dias, cresceu em mim uma vontade grande de falar sobre Fernando Henrique Cardoso. Mas, antes de qualquer coisa, preciso informar algo que considero muito importante: eu votei em Lula todas as vezes que o ex-operário concorreu à presidência da República. Desde a derrota para Fernando Collor, em 1989, passando pelas derrotas para o próprio Fernando Henrique, em 1994 e em 1998, até suas duas vitórias, em 2002, diante de José Serra e em 2006, diante de Geraldo Alkmim.

Acho importante deixar isso claro para ninguém dizer que eu sou do PSDB ou que esteja em campanha contra o atual governo do PT – por sinal, votei em Dilma Rousseff.

Posto isso, preciso também comemorar os 80 anos desse homem que lutou pela democracia junto com Lula e com tantos que hoje o rejeitam. Eu rio por dentro, mas com certo grau de revolta, quando o acusam de direitista, quando escarnecem de seus oito anos de presidência, enfim, quando não respeitam o significado que teve e que, ainda tem, o grande sociólogo.

O governo de FHC, querendo ou não os petistas, criou as bases para as grandes conquistas da era Lula. Como acusá-lo de privatista? Sim, ele privatizou muitas empresas. E fez muito bem. Lula também faria. O que é a Vale hoje gente? E as empresas de telefonia? Eu não tinha telefone celular. Vim a ter só em 1998.

Considerá-lo neoliberal é também muito engraçado. Fico pensando quem hoje é o quê. O que é ser de direita ou ser de esquerda? Vivemos numa época em que todos esses rótulos caíram e estamos desesperados tentando nomear coisas que ainda não têm nome, porque nem sabemos direito o que são.

Depois da queda do Muro de Berlim, em 1989, tudo o que parecia ser uma coisa foi deixando de parecer ano após ano. E, ainda hoje, em 2011, nada parece com nada anterior à queda do muro.

E Fernando Henrique governou esse país nesse momento em que todos os modelos haviam perdido o sentido e todas as premissas soavam meio falsas. Mas ele teve que governar assim mesmo. Contrariou muitas teses do seu próprio partido – assim como Lula também fez – ao se aliar com o PFL e a ter que fazer um governo de base larga, com gente que representava até os piores quadros da nossa política, como é feito até hoje.

Ele não teve medo de falar: “Esqueçam o que eu disse no passado”.  Ele sabia muito bem que ninguém sabia de mais nada àquela altura. Então, do quê valeria seguir teorias pré-queda do muro?


Fiquei mais feliz quando vários políticos adversários, dentre eles, a atual presidenta da República, Dilma Rousseff, lhe homenageou pelos 80 anos. E, cá entre nós, a carta que ela escreveu para ele foi bonita demais, reconfortante. É como se esse governo estivesse fazendo as pazes com o passado. Dizendo, claramente, que, sem aquele passado não seria possível construir o presente de agora.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A sobrevida de Palocci


Por Rufino Carmona

Depois do arquivamento da representação da oposição para a abertura de inquérito contra o ministro chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, na procuradoria-geral da República, o ex-presidente Lula entrou novamente em ação e recomendou à presidenta Dilma que o mantivesse no cargo. E parece que a convenceu. O argumento de Lula é que a mudança na Casa Civil mexeria muito no núcleo do governo e que, mesmo com o arrastamento da crise - não se sabe por quanto tempo -, o estrago seria menor. 

Vamos acompanhar, dia a dia, como o caso de Antônio Palocci vai transcorrer. Mais importante do que "pedir a cabeça" do chefe da Casa Civil, a governabilidade precisa ser mantida. Não vou cair na asneira de defender o ministro aqui nesse espaço. Apenas não posso aceitar pré-julgamentos. E ontem, quando eu ressaltei sua notória competência, nao quis dizer, em hipótese alguma, que ele não tem culpa no cartório. Não podemos confundir competência com honestidade. Se ele é ou não é honesto, o tempo vai nos mostrar com clareza. Mas que ele é competente, ora bolas, isso ele é!  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Brasil perde Palocci mais uma vez

Foto: Agência O Globo

Por Rufino Carmona

A queda do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, que deve ser anunciada amanhã pela presidenta Dilma Rousseff, é uma grande perda para esse governo, que acabou de completar cinco meses. Palocci é certamente um dos melhores quadros da nossa política. Foi responsável pela transição civilizada do governo de Fernando Henrique para o de Lula em 2002. Naquele momento, teve a notável capacidade de acalmar os mercados e arrefecer os ânimos da sociedade civil, que, até então, estavam muito exaltados diante da proximidade de um governo de que muitos tinham um pé atrás.


Na Fazenda, se destacou por uma política extremamente pragmática, que aliada ao estilo forte e coerente de Henrique Meirelles, comandante do Banco Central durante todo o governo de Lula, conquistou o empresariado e elevou o Brasil a um ranking invejável em nível mundial. O Brasil pagou a tão fantasmagórica dívida externa, se tornou credor do FMI etc, etc, etc.

Mas Palocci tropeçou nas próprias pernas: uma casa suspeita e o caseiro Francenildo derrubaram o todo poderoso ministro. No entanto, ele não se fez de rogado, disputou a eleição por São Paulo e voltou como deputado federal. No início, não era muito requisitado na sua bancada. Mas como é - e vai continuar sendo - muito competente, foi abrindo brechas e se tornou rapidamente um dos mais importantes na casa. Aos poucos, voltou a influir nas decisões dentro do PT e, quando deram por si, estava lá ele na Casa Civil da presidenta Dilma.

Até hoje - agora um pouco menos -, Palocci é o homem forte desse governo. Amanhã, já não deve ser mais. E por quê? Essa pergunta não me sai da cabeça. Por que um homem tão competente, tão importante para o nosso país, tão imprescindível nos últimos anos da nossa história, faz coisas, no mínimo, suspeitas. Não vou crucificar o grande homem público, até porque não existem provas objetivas contra ele. Mas, ministro, o Brasil merecia ter o senhor chefiando a Casa Civil até o final do mandato de Dilma e, um dia, o Brasil merecia ter o senhor como presidente da nação. O senhor me frustra. Confesso que estou muito frustrado com esse final tão desastroso.

Quem será o novo ministro chefe da Casa Civil da presidenta Dilma a partir de amanhã? Quem quer que seja, dificilmente será tão competente quanto Antônio Palocci.

Outra vez, ele vai deixar saudades!

Mas, tomara, que seja mais um até breve!   

terça-feira, 31 de maio de 2011

Divagações sobre hipocrisias republicanas


Por Rufino Carmona

Eu não fui um cara pintada e me orgulho disso. Aqueles jovens, liderados pelo atual senador Lindbergh Farias (PT-RJ), nem sabiam por qual razão pintavam seus rostos. Em sua maioria, compareciam àqueles movimentos pelo afastamento do ex-presidente Fernando Collor para “matar aula” e fazer farra. Posso contar nos dedos os que tinham real conhecimento da cena política da época.

Mas, apesar de não ter sido um cara pintada, eu apoiei o afastamento de Collor. Eu e a maioria do povo brasileiro. Disso, não me arrependo. Mas não tenho tanto orgulho assim.

Fernando Collor mereceu certamente aquele desfecho. Mas e os seus sucessores também não mereceram? A diferença entre o primeiro, que foi escrachado, e os outros dois que vieram adiante – desconsidero o período Itamar – chamava-se base parlamentar. Collor tentou governar sem a “famigerada”. E deu no que deu.


Eu poderia citar vários casos no governo de Fernando Henrique que mereceriam, no mínimo, uma CPI. Mas sua base embarreirava sempre, com a ajuda do então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, o saudoso Serjão. No governo do ex-presidente Lula então o que dizer do escândalo do Mensalão? Acho que só a minha tia, que acredita em todas as minhas mentiras, acreditou também que Lula não sabia de nada. Ele também foi salvo por sua base. Mesmo o povo, que tanto o idolatra, não teria salvado o ex-operário.



Pois bem, ontem foi reinaugurada a Galeria do Senado. E, no Túnel do Tempo, retiraram o impeachment de Collor. Todos ficaram assombrados. Realmente é um fato estranho. É impossível esquecermos o passado. E não vai ser uma ação como essa que vai apagar esse fato dos livros de história.

Mas, cá entre nós, Collor foi tão mais merecedor do afastamento da presidência do que seus sucessores?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dilma "precisou" fazer sua Escolha de Sofia

Dilma e seu ministro preferido

Por Carlos Pinho

O que o suposto enriquecimento ilícito do ministro chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, o código florestal e o kit anti-homofobia têm em comum?

Bem, na verdade, nada. Mas como no “toma lá, dá cá” dos corredores políticos saem as mais surpreendentes negociatas, esses três assuntos tão polêmicos - mas tão distintos - se encontraram na calada da noite.

O combate à homofobia tem sido fruto de muito debate. A bancada LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e trangêneros) no Congresso, liderada pelo deputado federal, Jean Wyllys (PSol-RJ), encontra muita resistência para avançar nas suas propostas. Nas últimas semanas, assistimos, várias vezes, ao deputado federal, Jair Bolsonaro (PP-RJ), homofóbico assumido, esbravejando pelos corredores do Congresso contra os homossexuais.

Elaborado pelo Ministério da Educação, um dos focos da crítica de Bolsonaro é a cartilha anti-homofobia, chamada por ele de “kit-gay”. Essa cartilha, que está na pauta de discussão no parlamento, seria distribuída nas escolas com o objetivo de estimular os jovens do ensino médio ao debate com relação à diversidade sexual e ao enfrentamento do preconceito. Esse material começaria a circular no segundo semestre desse ano.

Disse começaria, porque o próprio governo da presidenta, Dilma Rousseff, vetou o projeto, alegando que o material faria “propaganda de opção sexual”. Mas tem muito caroço debaixo desse angu. É aí que entram os casos de Palocci e do código florestal.

As acusações sobre o aumento do patrimônio de Antônio Palocci deu força à oposição, que busca, de todas as formas, levá-lo a prestar depoimento. A presidenta, temerosa, iniciou um processo de, digamos, “troca de favores”, a fim de blindar seu ministro de luz mais reluzente, peça-chave de seu governo.

Dilma diz não aos desmatadores

Dentro dessa disputa de interesses, parlamentares ligados aos ruralistas propuseram um acordo com o Executivo: a “anistia” ao ministro pela anistia aos desmatadores. Dilma rejeitou essa hipótese de modo resignado.

Sobrou então para a cartilha anti-homofobia, que sucumbiu diante da barganha entre o governo e a bancada evangélica na corrida desenfreada de novamente varrer a podridão para debaixo do tapete e diante dos olhos míopes do povo brasileiro.

Dessa vez, Dilma não foi tão resignada assim. Vitória da intolerância. Mas também do ministro. E segue a história!

Mas também diz não à cartilha anti-homofobia

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Educação, princípio de tudo!


Por Carlos Pinho

Ontem, 28 de abril, comemoramos o dia da educação.

A educação é um elemento essencial na formação do homem como cidadão e na construção de uma sociedade forte, ciente dos seus direitos e deveres.

No Brasil, muitas vezes, falta vontade política dos governantes a fim de realizar um trabalho sério nessa área. Inúmeras escolas funcionam em condições precárias.

Esse descaso ocorre, entre outros motivos, pelo fato desses políticos tirarem vantagem da ignorância da população. Um povo consciente e politizado é um povo que não se deixa levar por qualquer “balela”.

O Japão é um grande exemplo de revolução por meio da educação. Durante a Era Meiji (1868-1912), a terra do sol nascente vivenciou um período de acelerada modernização, ascendendo como potência mundial. Muito desse sucesso deveu-se à importância dada pelo Imperador Meiji ao desenvolvimento de um ensino de qualidade para todos os cidadãos. O lema da época era “aprender é a chave do sucesso na vida”. Uma lei educacional japonesa de 1872 previa: “dali em diante, em todo o país, em nenhuma vila haverá uma única casa sem educação, em nenhuma casa uma só pessoa ignorante”

Monteiro Lobato já dizia: “um país se faz com homens e livros”. E parafraseando o “poetinha”, Vinícius de Moraes: desculpe-me a ignorância, mas educação é fundamental!